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Campo Grande, Quinta-feira, 23 de Janeiro de 2020

15/04/2015 21:12

Campo Grande é capital mais ‘barata’ da região Centro-Oeste para almoçar fora

Daniel Machado
A média nacional para esse hábito seria de R$ 27 por pessoa a cada refeição, R$ 4 mais cara que o valor médio de Campo Grande. (Foto: Divulgação)A média nacional para esse hábito seria de R$ 27 por pessoa a cada refeição, R$ 4 mais cara que o valor médio de Campo Grande. (Foto: Divulgação)

Em 2014, a capital sul-mato-grossense foi a mais ‘barata’ entre todas da região Centro-Oeste para se almoçar fora. Pelo menos é o que garante uma pesquisa encomendada ao Datafolha pela Assert (Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalho).

O estudo realizou entrevistas em 51 municípios do País - sendo 23 capitais - de todas as regiões brasileiras. A média nacional para esse hábito seria de R$ 27 por pessoa a cada refeição, R$ 4 mais cara que o valor médio de Campo Grande.

Nos restaurantes da capital sul-mato-grossense o preço médio para o “prato feito” é de R$ 18,10; o “autosserviço” (ou self-service), R $ 22,66; e o “à la carte”, R$ 46,68. Em relação a outras capitais do Centro Oeste (Goiânia, Cuiabá e Brasília), a média geral de Campo Grande ficou em R$ 22,48, enquanto a de Goiânia ficou com R$ 26,57; Cuiabá com R$ 27,04; e Brasília com R$ 26,40.

A pesquisa levou em consideração uma refeição completa, onde se incluía prato principal, bebida (não alcoólica), sobremesa e cafezinho. Na metodologia avaliou-se o Mercado durante os 22 dias úteis nos meses analisados.
Percebeu-se que o brasileiro que almoça fora durante esse período gasta mensalmente R$ 601,92 na média, o que equivale a 76,4% do salário mínimo nacional (R$ 788).

Entre as regiões do país, o Sudeste é onde o trabalhador mais gasta para almoçar diariamente: R$ 27,76 em média. Em seguida aparecem Nordeste (R$ 26,98), Norte (R$ 26,11) e Centro-Oeste (R$ 26,09). A região Sul é onde o brasileiro desembolsa o menor valor para comer: R$ 25,70 por dia. Entre as cidades pesquisadas, Florianópolis (SC) apresentou o maior tíquete médio diário (R$ 39,96), seguida pelo Rio de Janeiro (R$ 33,66). Na capital paulista, o trabalhador gasta R$ 27,89. O menor valor é desembolsado em Uberlândia, Minas Gerais: R$ 20,61.

A pesquisa da Assert mostra que os itens que vão à mesa do brasileiro variam entre as regiões, mas a combinação arroz com feijão segue como preferência nacional. O levantamento traz a percepção de um grande aumento da demanda por frutas (59%), legumes e verduras (68%) e sucos naturais (70%). Ao todo, 5.118 estabelecimentos foram avaliados de 25 de novembro a 18 de dezembro de 2014. A pesquisa foi realizada com nova metodologia, por isso não foi possível comparar as variações de preços entre um ano e outro.

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