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Campo Grande, Sábado, 22 de Setembro de 2018

09/05/2018 20:52

Capital terá pela 1ª vez casas populares do Fundo de Desenvolvimento Social

Futuros moradores assinaram nesta quarta-feira contratos de aquisição; conjuntos habitacionais ficam no Jardim Mato Grosso e no Paulo Coelho Machado

Humberto Marques
Reinaldo informou que Estado injetará R$ 5,6 milhões nas obras. (Fotos: Humberto Marques)Reinaldo informou que Estado injetará R$ 5,6 milhões nas obras. (Fotos: Humberto Marques)

Foram assinados na noite desta quarta-feira (9), em evento na Escola Estadual Joaquim Murtinho, os contratos de financiamento de 352 unidades habitacionais a serem construídas nos bairros Jardim Mato Grosso e Paulo Coelho Machado, em Campo Grande. Os conjuntos habitacionais serão os primeiros a serem construídos na Capital por meio do FDS (Fundo de Desenvolvimento Social), dentro do programa Minha Casa, Minha Vida.

Nessa modalidade, uma entidade social –a Conssol (Sistema Integrado de Economia Solidária)– ficará responsável pelas obras, contratadas junto às empreiteiras VBC Engenharia e Engepar, que devem entregar as chaves dos apartamentos em um prazo de 24 meses. Os beneficiários são famílias com renda de até R$ 1,8 mil.

A Emha (Agência Municipal de Habitação de Campo Grande) ficará responsável pelos empreendimentos e doou uma das áreas para as obras, assim como a União (que ainda entrou com verbas do FDS), ao passo que o governo do Estado realizou aporte de R$ 5,6 milhões para a execução das construções.

“É uma alegria poder destravar e retomar obras habitacionais em Campo Grande”, disse no evento o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), ao destacar que a Capital ficou cerca de cinco anos sem obras no setor. Ele destacou o empenho da gestão do prefeito Marquinhos Trad (PSD) em destravar projetos federais e garantir habitações para a cidade.

Marquinhos reforçou que é a primeira vez que a Capital será incluída no FDSMarquinhos reforçou que é a primeira vez que a Capital será incluída no FDS

Empenho – “O prefeito lutou muito”, pontuou o governador. “Tudo ocorre por persistência e luta, como está ocorrendo com vocês agora”, emendou, dirigindo-se aos beneficiados. Ele ainda agradeceu à Câmara Municipal de Campo Grande, que aprovou projeto para a contratação das unidades do FDS, e à Assembleia Legislativa, que lhe deu “um cheque em branco para buscarmos as entidades e trazer moradia e dignidade para os campo-grandenses”.

Marquinhos, por sua vez, destacou que as cerimônias para destinação de moradias é um dos que lhe traz “mais alegria e contentamento”. “Até porque, no mundo de hoje, o que deveria ser o teto sagrado de todos nós é algo inalcançável para a grande maioria das pessoas”. O prefeito destacou, ainda, que esta foi a primeira vez que Campo Grande obteve moradias do FDS.

Segundo o superintendente da Caixa Econômica Federal, os projetos, juntos, vão beneficiar 1,5 mil pessoas. Embora as chaves só serão entregues em dois anos, “a partir de hoje (as famílias contempladas) passam a ser proprietárias do direito de morar”.

Os mais de 350 mutuários assinariam nesta quarta-feira os contratos de financiamentoOs mais de 350 mutuários assinariam nesta quarta-feira os contratos de financiamento

No Jardim Mato Grosso (na região do São Jorge da Lagoa) serão edificadas 160 unidades em áreas ociosas da União. No Paulo Coelho Machado, o Residencial Armando Tibana terá 192 apartamentos, a serem erguidos em uma área do município na avenida dos Cafezais avaliada em R$ 3 milhões.

Espera – Há 30 anos em Campo Grande vivendo em um imóvel cedido pela família no Jockey Clube, a dona de casa Rosa Maria do Nascimento Pereira da Silva e o marido, Artur, vão se mudar para o primeiro imóvel próprio.

“Estávamos faz 12 anos esperando uma casa da Emha ou da Agehab (Agência Estadual de Habitação). A vontade é de estourar uma champagne para comemorar”, disse a futura moradora do Armando Tibana.

“É a realização de um sonho”, resumiu Marina Rodrigues Soares dos Santos, dona de casa que vive na Nova Campo Grande e também se mudará para o Paulo Coelho Machado, na companhia dos dois filhos. “Hoje moro com minha mãe. Essa casa representa muito para nós”.



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