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Campo Grande, Quarta-feira, 19 de Setembro de 2018

31/01/2018 18:40

Diretor diz que desistiu de recurso por conta de data informada pelo CEE-MS

Paulo Fernandes Torres disse que foi informado pelo CEE que recurso para tentar garantir o Ensino Fundamental no colégio em 2018 só poderia ser apresentado em fevereiro

Humberto Marques
Torres disse que desistiu de recurso porque pedido só seria apreciado em fevereiro. (Fotos: André Bittar)Torres disse que desistiu de recurso porque pedido só seria apreciado em fevereiro. (Fotos: André Bittar)

O diretor do Colégio Ambiental, Paulo Fernandes Torres, informou ao Campo Grande News que deixou de apresentar recurso à decisão que impediu a escola de oferecer o Ensino Fundamental em 2018 por ter recebido uma informação incorreta sobre a data em que o CEE-MS (Conselho Estadual de Educação) se reuniria para tratar do tema. Sem os 76 alunos da 1ª à 9ª série, a instituição de ensino –que é alvo de ação de despejo– também prepara sua mudança de endereço.

A falta de autorização para receber turmas do Ensino Fundamental foi anunciada em 7 de dezembro de 2017 pelo CEE, durante análise de pedido de renovação do documento. A instituição apontou que o Ambiental não apresentara comprovantes referentes à sua sede e entregou documentos que apontavam que seu corpo docente não estava habilitado para a modalidade de ensino.

O indeferimento foi publicado em 20 de dezembro no Diário Oficial do Estado. O CEE voltou a se reunir em 24 de janeiro, data na qual apreciou pedidos de escolas para funcionamento do Ensino Fundamental. Até a data, porém, não havia recursos do Ambiental contra a decisão que lhe proibiu de abrir as turmas.

“Eu não recorri porque o conselho só iria se reunir a partir de 16 de fevereiro, não daria tempo”, afirmou Torres, por telefone. “Foi a informação que eles me passaram, então não dei entrada na documentação porque não teria tempo de fazer a defesa”.

O diretor informou, ainda, que a contestação quanto a qualificação dos professores foi resultado de um erro no preenchimento da documentação por um funcionário do Ambiental, “que não colocou a habilitação do professor” nos papéis. Torres disse que a informação seria corrigida no recurso –que, reforçou, deixou de ser apresentado por conta do prazo.

Notificação sobre veto ao Ensino Fundamental foi fixada na sede do colégioNotificação sobre veto ao Ensino Fundamental foi fixada na sede do colégio

Despejo – O diretor do Colégio Ambiental também disse ainda não ter sido notificado sobre a decisão do juiz Daniel Della Mea Ribeiro, da 6ª Vara Cível de Campo Grande, que atendeu pedido dos proprietários do imóvel e decretou em 23 de janeiro a desocupação do mesmo em até 15 dias, sob risco de despejo.

A ação foi tomada diante da alegação de que os aluguéis não vinham sendo pagos em sua totalidade desde janeiro de 2016. A dívida, conforme a ação, já superava os R$ 300 mil. Torres, no entanto, afirmou que a escola já prepara a mudança de sede.

“Vamos mudar de endereço, já que não iremos trabalhar neste ano com o Ensino Fundamental”, declarou o diretor, sem informar o local para o qual a escola irá mudar. “Ainda não definimos o endereço”.

A negativa quanto a possibilidade de oferecer o Ensino Fundamental pegou pais de alunos de surpresa. O Ambiental informa que negociou junto a escolas particulares a possibilidade de matrícula dos alunos nas instituições pelos valores que seriam cobrados como mensalidade na instituição.



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