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Campo Grande, Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018

30/01/2018 09:20

Sem autorização, escola privada fecha turmas e avisa pais de última hora

Ricardo Campos Jr. e Bruna Kaspary
Fachada do Colégio Ambiental, em Campo Grande (Foto: André Bittar)Fachada do Colégio Ambiental, em Campo Grande (Foto: André Bittar)

Sem autorização do governo para funcionar com ensino fundamental, o Colégio Ambiental fechou todas as salas do primeiro ao nono ano e 76 alunos terão que ser encaminhados para outras escolas particulares de Campo Grande. Os pais que já haviam matriculado os filhos foram avisados ontem (29), um dia antes do começo do ano letivo.

A renovação dos documentos junto à Secretaria Estadual de Educação é um procedimento que todos os estabelecimentos de ensino fazem a cada cinco anos.

Porém, ao procurar o órgão no fim de 2017, a direção do Ambiental descobriu que estava sem alvará municipal e também que a qualificação dos professores anexada no pedido estava incorreta. Diante da incerteza se conseguiria ou não abrir em 2018, a empresa parou de aceitar matrículas a partir do dia 20 de dezembro.

O problema é que quem procurou a escola depois dessa data soube dos problemas e teve tempo de procurar outro local para os filhos estudarem, mas quem já havia feito a inscrição, não.

Paulo Fernandes Torres, diretor da escola, afirma que conseguiu renovar a licença na prefeitura no dia 26 de janeiro, mas o Conselho de Educação, responsável por analisar a papelada, está de férias e só volta em fevereiro.

Paulo Fernandes, diretor do Colégio Ambiental (Foto: André Bittar)Paulo Fernandes, diretor do Colégio Ambiental (Foto: André Bittar)

“Se eu começasse as aulas agora, daqui a 15 dias a escola poderia fechar e os pais me questionariam. Se eu voltar o fundamental depois dessa data, teria que fazer campanha para os alunos voltarem para cá”, afirma o gestor sobre a decisão de não oferecer ensino fundamental este ano, mesmo se obtiver a autorização.

Como a documentação para o ensino médio estava regular, já que ela vence só no fim deste ano, as turmas do primeiro ao terceiro ano serão mantidas.

Paulo não explica o motivo de ter esperado tanto tempo para avisar os pais que já haviam feito matrícula. Ele procurou a direção da Escola Maria Lago Barcelos, da rede Funlec, ontem pela manhã.

Segundo o diretor, a instituição aceitou receber os estudantes cobrando a mesma mensalidade do Ambiental, que é R$ 600. Porém, ele não disse nada sobre uniformes e apostilas, que provavelmente irão pesar no bolso dos pais.

Essas condições valeriam, segundo ele, para as demais unidades da Funlec e garantiu que os responsáveis que não ficarem satisfeitos podem procurar qualquer escola particular da Capital compatível com os valores do Colégio Ambiental que ele se responsabiliza em procurar a direção para firmar o acordo de transferência.

A diretora da escola Maria Lago Barcelos, Ana Lúcia de Lima Vitorino, disse que nenhum pai dos alunos do Colégio Ambiental foi até o local para acertar os detalhes da mudança, possivelmente por terem sido avisados ontem.



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