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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

04/04/2016 10:28

"Lei da mordaça" foi ideia de político condenado em escândalo sexual

Aline dos Santos

Batizado de “Lei da Mordaça”, o projeto de lei, aprovado na última semana pela Câmara Municipal de Campo Grande, que veta temas como sexualidade e política nas escolas, ressuscita uma proposta de 2014. Em dezembro daquele ano, o projeto foi apresentada pelo então vereador Alceu Bueno e só foi arquivado devido à renúncia do parlamentar, condenado por exploração sexual de adolescentes.

Na tentativa de 2014, a proposta, que agora fomenta polêmica e protesto, pretendia criar em Campo Grande o “Programa Escola sem Partido”. Bueno abria a justificativa do projeto 7.938 com a seguinte argumentação: “É fato notório que professores e autores de livros didáticos vêm-se utilizando de suas aulas e de suas obras para tentar obter a adesão dos estudantes a determinadas correntes políticas e ideológicas; e para fazer com que eles adotem padrões de julgamento e de conduta moral, especialmente moral sexual, por vezes incompatíveis com os que lhes são ensinados por seus pais”.

O mesmo texto abre a justificativa do projeto 8.242, que reproduz quase que na íntegra a explicação do projeto de Bueno. Na versão 2016, a proposta é para afixação de cartazes nas salas de aulas das instituições de educação básica do sistema municipal. A autoria é de Paulo Siufi (PMDB) e mais seis vereadores: Eduardo Cury (SD), Gilmar da Cruz (PRB), Herculano Borges (SD), João Rocha (PSDB), Valdecy Chocolate (PTB) e Roberto Santana dos Santos, Betinho (PRB). O projeto foi aprovado na última quinta-feira (dia 31).

Escândalo - Pastor evangélico e empresário, José Alceu Padilha Bueno renunciou ao mandato de vereador em 28 de abril de 2015, após ser denunciado por exploração sexual de adolescente. Bueno teve 4.089 votos nas eleições de 2012 e era presidente regional do PSL. Com o escândalo, ele renunciou ao cargo no partido e até se desfiliou da sigla.

O caso veio à tona com a prisão do ex-vereador Robson Martins e do empresário Luciano Roberto Pageu, que foram flagrados recebendo R$ 15 mil de Bueno. Para evitar a divulgação dos vídeos, conforme a polícia, ele pagou R$ 100 mil aos acusados de extorsão.

Eles tinham gravados imagens de Bueno com duas adolescentes. O ex-vereador foi condenado a oito anos e dois meses de prisão, em regime fechado, pelos crimes de exploração sexual de vulnerável. A defesa de Bueno recorreu.



O mais legal por aqui é os comentários, a gente vê de tudo, menos entendimento do assunto, acredito que 90% não leu o projeto e se leu não entendeu nada, aí vira esse oba oba.
 
Osmar Enéias Machado em 05/04/2016 14:32:26
meu filho não vai ser mais burro ou menos burro, por causa desse insignificante contexto. o que há pra ser esclarecido sobre isso, é esclarecido em casa com pai e mãe. Até porque nos últimos tempos, só se fala nisso; em todo tempo, em todo lugar, nos jornais e nas redes sociais.
se ele precisar saber algo a respeito quem vai informar do que se trata sou e mãe,
e não um professor que vai encher a cabeça dele de coisas que não quero dentro da minha casa!
 
ingred em 04/04/2016 16:59:57
Sugiro que leem o PROJETO DE LEI Nº 8.242/16 antes de qualquer comentário inútil.
Em momento algum o projeto menciona vedações de assuntos dessa espécie, o texto visa a proteção quanto a formação de opinião dos alunos inibindo atos que induzam a determinada ideologia seguida pelo educador.
 
Gil em 04/04/2016 16:42:25
quem esta apresentando o projeto é o Paulo Siuf e quem esta em cgr/ms p ajudar a esclarecer é o Miguel Naghib no auditorio da OAB. Nao esta ai a ideia de embutir atitudes contrarias a defesa de diversidd sexual e, ou deixar as crianças sem orientacao.
 
Miriam Correa em 04/04/2016 14:41:01
Acho engraçadas as pessoas que concordam com a aplicabilidade deste PL, pois se agarram a qualquer ideal fundamentalista sem apurar as consequências e a referências de onde se origina.
Sou professor de línguas e, em minha formação acadêmica, aprendi que não existe uso da língua descontextualizado, isto é, não há como ensinar língua portuguesa sem abordar os temas transversais que rodeiam a realidade do aluno em sala de aula, como política, identidade de gênero, sexualidade, etc.
Se você prefere que seu filho tenha uma formação acrítica e deficiente em detrimento das suas ideias fundamentalistas, não reclame quando ele não conseguir fundamentar argumentos nos exames/vestibulares, pois o ensino foi danificado por essa lei absurda criada por políticos que não conhecem a Ciência da Educação.
 
Fernando em 04/04/2016 13:53:12
eu concordo plenamente. professores tem que ensinar o que lhe foi dado a ensinar. conceitos vem de casa. não quero ver meu filho chega em casa e me contrariar sobre o que eu ensino a ele, dizendo que seu professor disse o contrario.
#LeiDaMordaçaSim!
 
ingred meiriele de freitas em 04/04/2016 12:34:37
Apoio o Dr Paulo, não quero que nenhum professor ensine sexualidade e política para os meus filhos. A Lei abrange o ensino fundamental....por mim deveria expandir ate ao ensino médio....professores estão na escola para ensinar matérias que agreguem conhecimento para as futuras carreiras dos alunos. Se Apeguem a isso, que de sexo e política trato em casa com meus filhos. Parabéns a todos que votaram a Favor da Lei. E espero que o Prefeito não Vete a Lei, seria o enterro definitivo dele.
 
Mirian Pereira de Oliveira em 04/04/2016 11:55:02
Para político ficar legislando sobre isto, só pode ser porque a cidade não tem nenhum projeto legislativo para melhora-la. Este ano ano tem eleição, será que não esta na hora de troca-los por pessoas mais comprometidas com o desenvolvimento e crescimento desta cidade?
 
xiko em 04/04/2016 11:02:10
Será que na cabeça, se é que podemos chamar assim, desses vereadores a escola só deve ser usada pra ensinar a apertar parafusos?
Como a nossa capital sofre nas mãos desses vereadores que com certeza nenhum deles vai ser reeleito.
 
Critico em 04/04/2016 10:57:48
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