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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

06/07/2016 19:09

"Nunca vi isso", diz especialista em asfalto sobre tapa-buraco com os pés

Prefeitura testa novo material e afirma não ter necessidade de passar com o rolo compressor no remendo

Leandro Abreu
Normalmente, tapa-buraco é feito com massa asfáltica quente e comprimida por um rolo (Foto: Leandro Abreu)Normalmente, tapa-buraco é feito com massa asfáltica quente e comprimida por um rolo (Foto: Leandro Abreu)
Ação do operário comprimindo massa com os pés chamou a atenção nesta quarta-feira. (Foto: Direto das Ruas)Ação do operário comprimindo massa com os pés chamou a atenção nesta quarta-feira. (Foto: Direto das Ruas)

“Nunca vi isso na minha vida!”. Essa foi a primeira reação do engenheiro civil e especialista em asfalto, Chaia Jacob Neto, sobre a ação da Prefeitura de Campo Grande em que o operário da operação tapa-buraco compacta com os pés a massa asfáltica nas erosões. A administração municipal justifica que o tipo de massa fria não necessita de compactação com rolo compressor, dizendo que apenas o fluxo do trânsito de carros será o suficiente para nivelar e tapar os buracos.

“Isso não existe! Não tem massa que não precise comprimir. Mesmo a massa fria precisa passar de três a quatro vezes com o rolo para que fique correto. Não podem passar a responsabilidade para o automóvel”, comentou.

Segundo o engenheiro que também é professor da UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), deixando a compactação a cargo dos automóveis, o “remendo” não ficará uniforme como quando é usado um rolo.

“A massa não sendo compactada vai ficar disforme. E se o pneu passar só em um canto? Vai ficar mais compactado de um lado que do outro. Nunca vi isso na minha vida. Todo tapa-buraco tem que ser feito a compactação”, disse o engenheiro com mais de 30 anos de experiência na área.

Ainda segundo o engenheiro, a massa fria é mais barata que o CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente) usado normalmente, mas com a realização equivocada do serviço, ele terá que ser refeito em breve, com o retorno da erosão. “O prejuizo é que se não houver a compactação perfeita vai desagregar a massa. O CBUQ, assim que compacta e esfria, ele fica daquele jeito. Agora a massa fria, se não houver compactação, vai deteriorar e perder o trabalho. É mais barato, mas será um dinheiro jogado fora com o trabalho errado”, concluiu.

Compactação com pés – Um leitor do Campo Grande News flagrou na tarde de hoje funcionários da prefeitura utilizando a massa fria para tapar buracos na avenida Hiroshima, mas compactando o material com os pés dentro da erosão.

Segundo a prefeitura, o material está passando por testes e tem previsão de ter seu uso ampliado para o restante da cidade. A compactação da massa fria pode ser feita apenas com o fluxo de veículos e dispensa o rolo compressor, evitando que a via seja interditada para a operação tapa-buraco. As ruas Arthur Jorge e Rio Grande do Sul também foram “contempladas” com a novidade.



Mas esse prefeito é assim, ele joga a responsabilidade de tudo na população!
Depois vai dizer que os motoristas de Campo Grande não sabem dirigir e por isso os remendos não deram certo, não temos direção defensiva e também não sabemos compactar remendos no asfalto com nossos veículos, merecemos mais essa agora! Deve ser por sermos os culpados de abrir os buracos com picareta, lembram dessa? Aliás, palavra bem oportuna, picareta...
Sem contar que agora além dos carros escangalhados de tanto buraco e asfalto ruim, ainda vamos ficar com os carros borrados de piche. Isso é bem a cara do prefeito mesmo.
Brincadeira que virou nossa capital!
 
Guto em 07/07/2016 08:42:34
Na cidade de Bauru interior de São Paulo, a mesma operação é realizada e o resultado não é bom.
 
Pedro Pistório em 06/07/2016 19:26:26
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