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Campo Grande, Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017

11/08/2017 12:31

A incrível história de mãe e filho que morreram juntos, durante o sono

Doentes havia 8 meses, morte chegou para os dois na madrugada desta sexta-feira em Campo Grande

Guilherme Henri
Veículo da funerária levando os corpos para o Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Foto: Marcos Ermínio)Veículo da funerária levando os corpos para o Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Foto: Marcos Ermínio)

Mãe de 92 e filho de 69 anos. Os dois acamados há oito meses, na mesma casa, localizada no bairro Macapá, em Campo Grande. Parece pouco provável mas, a morte chegou para os dois no mesmo dia e ao que tudo indica da mesma maneira: na madrugada desta sexta-feira (11), durante o sono.

Quem conta essa curiosa história é a bisneta da idosa, que não quis se identificar. Ela cuidava da bisavó, Nerolina Soares Vieira, e tio avô, Luiz Cesar Soares Vieira, que segundo a jovem era deficiente intelectual. “Meu tio avô tinha dificuldade na fala, mas minha bisavó sempre entendia tudo e me passava as coordenadas, como por exemplo, quando ele pedia água ou comida”, diz.

A noite de ontem (10), segundo a jovem foi igual a todas as outras. “Troquei os dois e dei comida. Mas, quando acordei hoje para aplicar insulina vi que os eles estavam mortos”, conta.

A Polícia Civil e a perícia foram chamadas. De poucas palavras, o delegado que atendeu a ocorrência Giuliano Biaccio, plantonista da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do bairro Piratininga reafirmou o que a bisneta havia dito: "morte natural, a princípio".

“A família pediu para que fossem resguardados quanto a declarações à imprensa”, explicou, ao se justificar pelas poucas informações passadas.

Depois, por telefone, o delegado explicou que irá aguardar os aludos para apontar a causa da morte.

Os corpos de mãe e filho foram levados ao IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) onde passarão por necropsia, exame que deverá revelar a causa da morte dos dois.

Vizinhos – Também de poucas palavras e com medo de desrespeitar o luto da família, uma vizinha que não quis se identificar lamentou a situação e disse que de fato mãe e filho eram acamados. De pouco contato com a família, ela se limitou apenas em dizer que “não tinha nem coragem de se inteirar sobre a triste história”.

 - Matéria editada às 15h48, para acréscimo de informações




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