A partir de R$ 55, dispositivo “caça” mala, carro, pet e até criança na praia
Aparelhos ajudam a localizar objetos, veículos e animais, mas variam conforme o modelo de celular
Pequenas, discretas e vendidas a partir de R$ 55, etiquetas de localização ganharam espaço nos boxes do Camelódromo de Campo Grande. A promessa é ajudar a encontrar desde malas e chaves até bicicletas, carros e animais. Apesar de as etiquetas serem chamadas popularmente de “rastreadores”, os aparelhos não funcionam todos da mesma forma nem necessariamente oferecem localização em tempo real.
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Etiquetas de localização, vendidas a partir de R$ 55, ganharam espaço nos boxes do Camelódromo de Campo Grande e são procuradas para achar malas, chaves, veículos e animais. O AirTag original custa R$ 300, e modelos similares, cerca de R$ 80. Rastreadores com chip partem de R$ 550. Nem todos oferecem localização em tempo real: alguns usam Bluetooth e dependem de celulares próximos, enquanto outros têm GPS e rede móvel. A procura cresce nas férias, por causa das viagens.
No Box da Fran, Francielly Carlos de Barros vende diferentes opções. O AirTag original da Apple custa R$ 300, enquanto modelos similares saem por cerca de R$ 80. Há ainda rastreadores com chip, vendidos a partir de R$ 550, que podem ser acompanhados por celulares de diferentes marcas.
A maior procura é de clientes que querem localizar carros, motos e bicicletas em caso de furto ou roubo. Como são pequenas, as etiquetas podem ser escondidas nos veículos. A loja também vende acessórios para prender os dispositivos a chaveiros e coleiras de animais.
Francielly conta que vende de um a dois AirTags originais por dia e que percebeu aumento na procura no último ano. Nas férias, aparecem mais viajantes interessados em colocar as etiquetas nas malas para tentar encontrá-las em caso de extravio.
Uma cliente encontrou outra utilidade durante uma viagem à praia com os três filhos. Segundo Francielly, a mãe colocou um dispositivo em cada criança para facilitar a localização caso alguma delas se perdesse em meio ao movimento. “Ela comprou três, um para cada filho. Disse que, na praia, usava para saber onde eles estavam”, conta.

Denise Valéria Velarde, uma das proprietárias de um box que funciona há 25 anos no Camelódromo, também percebe aumento nas vendas durante as férias. No local, os dispositivos custam R$ 55 e são usados principalmente em malas, objetos pessoais e coleiras de animais. Segundo ela, boa parte dos clientes busca uma forma de localizar a bagagem em caso de extravio. “No fim do ano vende bastante, por causa das viagens”, afirma. Neste mês, porém, o movimento continua mais fraco.
No Shop Shirley, o dispositivo de localização era vendido por R$ 70. Maicon Leandro, que trabalha no estabelecimento há dez anos, conta que o produto era procurado para objetos, animais e veículos, mas saiu das prateleiras por uma questão de compatibilidade. “Por enquanto paramos de vender porque só tinha para iPhone e tinha muita procura para Android”, explica. Segundo ele, a configuração dos modelos para Android era mais demorada.
Como funcionam – Os dispositivos não funcionam todos da mesma forma. Alguns usam Bluetooth e dependem de celulares próximos para atualizar a localização. Outros têm GPS e conexão com a rede móvel.
O AirTag, da Apple, não possui GPS nem conexão própria com a internet. Quando está distante do dono, emite um sinal Bluetooth que pode ser detectado por dispositivos Apple próximos que fazem parte da rede Buscar. Em locais com poucos aparelhos por perto, a atualização pode demorar. Segundo a Apple, o AirTag foi desenvolvido exclusivamente para localizar objetos pessoais e não deve ser usado para rastrear pessoas.
Os rastreadores com GPS determinam a posição por sinais de satélite e podem usar a rede móvel para enviá-la ao aplicativo. Dependendo do modelo, é necessário chip e plano de dados.
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