Segurança terá foco em furtos e violência doméstica no domingo de votação
Operação prevê reforço no atendimento do 190 e nas delegacias para ocorrências durante as eleições

Furtos e violência doméstica estão entre as principais preocupações das forças de segurança para o primeiro turno das Eleições de 2026, no próximo domingo (4), em Mato Grosso do Sul. Segundo o secretário-executivo de Segurança Pública, Wagner Ferreira da Silva, o histórico dos últimos pleitos orientou o planejamento da operação, que atenderá tanto crimes eleitorais quanto ocorrências comuns.
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Os detalhes foram apresentados nesta quarta-feira (30), no CICC (Centro Integrado de Comando e Controle), em Campo Grande. Conforme Wagner, a concentração de pessoas e de veículos no entorno dos locais de votação exige atenção ao risco de furtos.
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“É um dia que aglomera bastante pessoas no entorno dos locais de votação. Essas pessoas estacionam os seus veículos, então a gente tem uma grande preocupação com os furtos”, afirmou.
Wagner também chamou a atenção para os registros de violência doméstica nas proximidades dos locais de votação. Segundo ele, o histórico dos últimos pleitos aponta ocorrências em um raio de aproximadamente 100 a 150 metros desses pontos, o que será considerado no planejamento da segurança para domingo. “Esse é um grande ponto de atenção para esse pleito de 2026”, afirmou.
A subcomandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, coronel Neidy Nunes Barbosa Centurião, explicou que a presença de policiais nas proximidades dos locais de votação pode contribuir para que mais casos de violência doméstica sejam identificados.
Ela também citou situações de assédio sexual enfrentadas por mulheres em vias públicas e afirmou que o efetivo estará preparado para atender essas ocorrências. "Nós estamos com o nosso efetivo pronto para atender desde furtos e violência doméstica até crimes eleitorais que possam ser denunciados ou percebidos pelas nossas equipes”, afirmou.

Entre os crimes eleitorais, Wagner citou boca de urna, derramamento de santinhos e compra de votos como práticas que ainda demandam fiscalização. Segundo ele, os registros de crimes eleitorais têm diminuído ao longo dos anos no Estado.
O planejamento prevê policiamento ostensivo nos locais de votação e de apuração, reforço do patrulhamento nas rodovias e ampliação da capacidade de atendimento nas delegacias. O serviço telefônico do 190 também terá reforço para receber comunicações da população.
“O 190 está à disposição da população. Nós teremos equipes de reforço nos atendimentos justamente para que possamos atender com agilidade e proporcionar ao cidadão um dia de livre exercício da cidadania”, reforçou o secretário.
Regiões de atenção – A análise dos últimos pleitos também indica ocorrências acima da média estadual em Dourados e na região sul, segundo Wagner. Essas áreas, assim como Campo Grande e seu entorno, receberão atenção especial.
Apesar dos pontos de atenção, o secretário avaliou que os últimos pleitos foram seguros e tranquilos e disse que a expectativa é repetir esse cenário no domingo. Nesse ano, o esquema anunciado terá 3.500 policiais, 557 viaturas, dois helicópteros e um avião. O Corpo de Bombeiros também informou que empregará 300 militares na operação.
Um helicóptero ficará em Dourados. O outro e o avião permanecerão em Campo Grande. As aeronaves estarão disponíveis para transporte e resgate de pessoas, intervenções em locais de difícil acesso e demandas emergenciais da Justiça Eleitoral, como remoção ou substituição de urnas.
O centro integrado começará a funcionar às 6h30 de domingo e seguirá até o encerramento da apuração. A estrutura reunirá representantes da Justiça Eleitoral, das forças de segurança, da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros, além de Energisa e Águas Guariroba.
O Corpo de Bombeiros também acompanha as condições climáticas, diante da previsão de chuva ao longo da semana e do alerta de tempestade, para atender eventuais emergências.
Questionado sobre a Lei Seca, Wagner afirmou que a ausência da restrição em 2024 não provocou aumento no atendimento de ocorrências nem criou obstáculos à atuação das forças de segurança. “A gente tem percebido que isso não foi um grande problema e está muito tranquilo em relação a isso para 2026”, declarou.
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