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Capital

Abandonada em hospital com tiro nas costas, professora morre na Capital

Suspeito do crime levou a vítima até o hospital em uma caminhonete prata e fugiu; caso está sob sigilo

Por Adriano Fernandes, Helio de Freitas e Marta Ferreira | 21/03/2021 20:24
Professora, Anderci da Silva também se candidatou à vereadora em Dourados, no ano passado. (Foto: Reprodução/Facebook)
Professora, Anderci da Silva também se candidatou à vereadora em Dourados, no ano passado. (Foto: Reprodução/Facebook)

A professora e ex-candidata a vereadora de Dourados, Anderci da Silva, de 44 anos, morreu na noite deste domingo (21) no Hospital Cassems, em Campo Grande. Anderci estava internada no local desde o dia 23 de fevereiro, quando foi deixada na frente do hospital com um tiro na região lombar.

O suspeito do disparo levou a vítima até o local em uma caminhonete prata e fugiu logo em seguida. Anderci deu entrada no CTI (Centro de Tratamento Intensivo) do hospital e seu quadro clínico era gravíssimo.

Neste domingo (21), a professora teve uma piora infecciosa, febre persistente e baixa pressão arterial, conforme apurado pela reportagem. O óbito foi atestado por volta das 19h30.

Sigilo - A investigação sobre o caso está sob sigilo e ainda não há confirmação de prisões. Quatro dias após o crime, a filha de Anderci procurou à Polícia Civil e informou que a mãe era concursada em Dourados, mas passou a morar na Capital com um namorado, em agosto do ano passado.

Desde a mudança, a filha tinha dificuldades de manter contato a mãe e a última vez que as duas teriam se falado foi em dezembro. Segundo ela, o namorado da professora era usuário de drogas. Anderci possuía um veículo Voyage, prata, que não havia sido localizado até o dia 27 de fevereiro, data em que a família foi até à delegacia.

Eleições - A professora concorreu ao cargo de vereadora em Dourados, pelo Partido dos Trabalhadores, mas teve apenas 28 votos. Ainda conforme o portal MS em Foco, a prestação de contas da professora também foi rejeitada pela Justiça Eleitoral e ela teria de devolver R$ 1,3 mil ao partido, por omissão e falhas nos gastos durante a campanha. No entanto, a condenação saiu quando Anderci já estava hospitalizada.


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