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Campo Grande, Quarta-feira, 17 de Outubro de 2018

09/10/2018 10:35

Absolvido há 4 anos, pintor volta ao banco dos réus por assassinato

Acusado continua alegando inocência. “Não fui eu, não tenho ligação nenhuma com esse homicídio", diz

Danielle Valentim e Bruna Martins
João cumpre pena em regime semiaberto por outro homicídio cometido em 2008. Ele confessou o crime e foi condenado a seis anos e termina a pena no mês que vem. (Foto: Henrique Kawaminami)João cumpre pena em regime semiaberto por outro homicídio cometido em 2008. Ele confessou o crime e foi condenado a seis anos e termina a pena no mês que vem. (Foto: Henrique Kawaminami)

O pintor João Samuel Cáceres, de 46 anos, voltou ao Tribunal do Júri quatro anos após absolvição do assassinato de Diony Miguel em dezembro de 2002. O primeiro julgamento ocorreu em junho de 2006, mas o Ministério Público não concordou com a sentença e a 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça anulou o julgamento.

Conforme o processo, acompanhado de Jessé da Silva (falecido em 16 de junho de 2006), João saiu de uma festa e foi até a casa de Diony, no Bairro Parque do Sol por volta das 5h, do dia 14 de junho de 2002. A dupla invadiu a residência e João atirou cinco vezes contra a vítima.
Depois disso, os dois retornaram à confraternização. Testemunhas apontaram João como autor, pois ele chegou ao local com uma arma no bolso da calça.

Jessé morreu em 2006 sem passar pelo júri e João está sendo julgado pela segunda vez. Em seu primeiro julgamento em 3 de junho de 2014, João alegou inocência e foi absolvido, no entanto, o MP não concordou com a sentença e a 3ª Câmara Criminal do TJ anulou o julgamento.

O acusado continua alegando inocência. “Não fui eu, não tenho ligação nenhuma com esse homicídio. No dia que aconteceu eu estava em casa porque tinha q trabalho pesado cedo”, disse.

No entanto, testemunhas contrariam a versão de João. Uma delas, que terá a identidade preservada, na época com 15 anos, se relacionava com Jessé. Ela contou ao contou ao MP que João confessou o crime para ela e, inclusive, tentou mata-la depois que soube que ela contou à polícia.

Outra testemunha, morador do bairro, também em depoimento ao MP, apontou João como sendo autor do crime confesso. Além deles, o próprio irmão de João testemunhou contra ele, alegando que os dois estavam em um bar, quando João confessou que havia matado Diony e foi embora sem dizer mais nada sobre o caso.

Questionado, o acusado diz que não sabe o porquê de os dois vizinhos afirmarem isso em depoimento. “Eu não sei porque estão dizendo isso, ao meu ver estão querendo esconder o verdadeiro assassino. Eu ouvi que foi o Jessé e o André, mas isso foi boatos q eu ouvi, mas isso é tudo invenção, também queria saber porque falaram isso, eu nem conhecia o Diony”, disse.

Já sobre o irmão, João alega que o depoimento foi para prejudicá-lo, já que os dois não tinham uma boa relação. “A gente tava brigado na época, ele morou um tempo comigo e com minha mãe e chegou bêbado e eu não gostei, outra vez ele ficou cm ciúmes da minha mãe, empurrou ela e eu fui p cima dele, a partir dai ele fico cm raiva de mim”.

“Eu tenho certeza q não fui eu e pra mim é o que basta”, concluiu em seu depoimento no plenário.

João cumpre pena em regime semiaberto por outro homicídio cometido em 2008. Ele confessou o crime e foi condenado a seis anos e termina a pena no mês que vem. Tem também passagem por violência doméstica e porte ilegal de arma de fogo.



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