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10/03/2014 11:29

Acusado nega racha e até contesta bafômetro em júri sobre morte

Aline dos Santos e Viviane Oliveira
No banco dos réus, acusado diz que não disputava racha na Duque de Caxias. (Foto: Viviane Oliveira)No banco dos réus, acusado diz que não disputava racha na Duque de Caxias. (Foto: Viviane Oliveira)

Acusado de dirigir alcoolizado, com excesso de velocidade e disputa de racha que resultou em morte, Ryan Douglas Wehner Vieira, de 21 anos, que vai a júri popular nesta segunda-feira, nega as denúncias. Sentado no banco dos réus, ele garante que não participava de disputa no trânsito e contesta o bafômetro.

O acidente, ocorrido na avenida Duque de Caxias, em 31 de março do ano passado, em Campo Grande, resultou na morte de Marcos Vinicius Henrique de Abreu, condutor de um Pólo. Ryan Vieira também foi denunciado à Justiça por tentativa de homicídio contra Letícia Souza Santos, passageira do Pólo.

Sobre o acidente, o réu relata que conduzia um Citroen C3, quando foi atingido pelo Pólo. Em seguida, conta que perdeu o controle, subiu no meio fio e bateu novamente no Pólo. “Em nenhum momento fazia racha”, disse.

Ainda sobre as circunstâncias da colisão, disse que pouco antes, quando parou no semáforo, no cruzamento da Afonso Pena com a Ernesto Geisel, cumprimentou o motorista de um Celta, parado ao lado.

“Cumprimentei porque ele ficou olhando. Balancei a cabeça, fiz sinal de joia e foi só isso”, diz. No veículo, estavam dois militares da Base Aérea. Depois da batida, segundo Ryan, os militares o agrediram. Conforme a apuração, o Celta e o C3 disputaram racha pela Afonso Pena. Depois, o "pega" foi entre o carro conduzido pelo acusado e o Pólo. 

Para o réu, a teoria do racha ganhou força na delegacia. Pois, no depoimento era induzido, até com ameaça, à admitir a disputa. Ryan relatou que no dia do acidente tomou duas latas de cerveja: antes e no intervalo do jogo do Flamengo, que assistiu no clube Raça Fla.

No entanto, admitiu que levou oito latas ao local, deixadas no carro. Questionado pelo promotor Celso Antônio Botelho de Carvalho sobre quem ingeriu o restante das latinhas, não soube informar. Na ocasião, ele estava em companhia da namorada e de um amigo.

Contudo, o acusado questiona os resultados do bafômetro. “O primeiro deu 0,0. O segundo deu 0,18 e o terceiro, 0,24”, afirma. Ele contesta o resultado dos últimos testes. Sobre a velocidade, ele assumiu que transitava acima do permitido na via.

Além do acidente, Ryan se explicou sobre o “passeio” com um policial civil. “Não tenho mordomia. Estava fazendo a limpeza quando o policial civil chegou e disse vem aqui. Ele abriu o carro e disse entra aí”, relatou. Segundo o acusado, o policial comprou duas caixas de cerveja e mandou que seguissem para o bairro Aero Rancho, onde exibiu a arma, provocando denúncia de moradores e flagrante policial.

“O que você faria se um policial armado falasse entra aí”, justificou o representante comercial Antônio Carlos Morais Vieira, de 47 anos, pai de Ryan. “Espero que ele seja absolvido e o bafômetro estava com problema técnico”, assegurou o pai.

O depoimento do acusado ao juiz da 2ª Vara do Tribunal de Júri, Aluízio Pereira dos Santos, foi marcado por muitas perguntas da defesa. O júri é formado por três mulheres e quatro homens. 

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Vai ver quem tomou as cervejas que estavam no carro foi o menino que agrediu covardemente a namorada no ano novo, falando nisso, o que aconteceu com ele? A imprensa não divulgou mais nada, ninguem falou mais nada, o pai dele é tão rico assim que fechou a boca da cidade inteira?
 
maximiliano rodrigo antonio nahas em 10/03/2014 12:24:03
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