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05/12/2014 12:10

Adolescente ajudou em incêndio criminoso que matou a mãe e mais dois

Renan Nucci
Casa foi destruída por incêndio criminoso no Jardim Colúmbia, e três pessoas morreram. (Foto: Marcelo Calazans)Casa foi destruída por incêndio criminoso no Jardim Colúmbia, e três pessoas morreram. (Foto: Marcelo Calazans)
Delegada Franciele, da Deam, indiciou dois por triplo homicídio qualificado. (Foto: Pedro Peralta)Delegada Franciele, da Deam, indiciou dois por triplo homicídio qualificado. (Foto: Pedro Peralta)

Um adolescente de 16 anos ajudou a tramar o incêndio que resultou na morte da mãe, Lucinda Ferreira Torres, 41 anos, e outras duas pessoas na noite do dia 13 de outubro, no Jardim Colúmbia, em Campo Grande. O menor participou do crime com Adriano Espinosa, 21 anos, ex-convivente de uma das vítimas, e que está foragido. O inquérito foi encerrado na quarta-feira (03) pela delegada Franciele Candotti Santana, da 1ª Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher) da Capital.

O adolescente disse em depoimento que não tinha conhecimento de que a mãe estivesse na casa, no entanto, a delegada contestou as informações alegando que ele aparentemente “não se importou” com este fato. “Ele viu que horas antes a mãe estava naquela casa com outras pessoas, em uma confraternização. Tudo leva a entender que ele  sabia que ela estaria lá. Em momento algum durante o depoimento foi demonstrado qualquer tipo de arrependimento por parte dele”, disse a Santana.

O incêndio foi provocado por volta das 23h30 do dia 13 de outubro. Na ocasião, além de Lucinda, também estavam na residência Hélio Queiroz Neres, 37 anos, Edna Rodrigues de Souza, 33 anos, a ex de Adriano, e Daniel Cândia, 38 anos. O grupo fazia uma pequena confraternização regada com bebidas alcoólicas. Adriano agiu motivado por ciúmes, já que Edna e Daniel estariam mantendo um relacionamento amoroso.

“O autor chegou ao local e pediu para que Edna fosse embora com ele, mas ela se recusou. Movido pelos ciúmes, ele arquitetou tudo com ajuda do adolescente”, disse a delegada. A dupla se encontrou em um bar da região e discutiu abertamente como cometeriam o crime. Uma testemunha ouviu toda a conversa, mas jamais imaginou que o plano seria posto em prática - após o ocorrido, colaborou com as investigações.

Imagens da câmera de segurança de um posto de combustíveis do bairro mostram o adolescente chegando ao local de bicicleta, para encher um galão com gasolina. Em seguida, ele paga o frentista, recebe o troco e vai embora ao encontro do comparsa. Os dois se dirigiram até a casa, onde provocaram as chamas. O menor espalhou a gasolina enquanto o comparsa riscou o fósforo.

O fogo se alastrou rápido e matou Lucinda imediatamente. Segundo a delegada, ela não chegou a ser queimada, por isso, a hipótese é de que tenha morrido por asfixia. Testemunhas ajudaram a socorrer Hélio, Daniel e Edna. Eles foram levados para a Santa Casa, mas devido à gravidade dos ferimentos, os homens acabaram morrendo. Edna foi a única sobrevivente.

A casa onde o grupo estava havia sido invadida por Hélio, que passou a dividir o imóvel com Daniel. A porta do fundo ainda estava trancada com cadeado e corrente, colocados possivelmente pelo proprietário. As janelas possuíam grades e a porta da frente estava trancada por dentro.

A delegada acredita que, sob o efeito de álcool, as vítimas não conseguiram encontrar as chaves e assim, acabaram presas. “Eles provavelmente estavam embriagados e no meio da confusão, perderam as chaves e não conseguiram sair. A porta da frente foi arrombada com um machado por uma das testemunhas que prestou socorro”, afirmou. Adriano está foragido desde então, mas prisão dele já foi decretada.

O inquérito completo será encaminhado à Deaij (Delegacia Especializada no Atendimento à Infância e à Juventude) que, por sua vez, deve efetuar a apreensão do adolescente. O menor havia sido expulso de casa pela mãe por causa de problemas familiares, o que pode ter incentivado uma ação de retaliação.

Ainda segundo Santana, não há indícios do envolvimento de outras pessoas na autoria. A dupla vai responder por triplo homicídio qualificado, pelo emprego de fogo e impossibilidade de defesa das vítimas. Imagens das câmeras de segurança de um posto mostram o menor comprando o combustível e, já no final da madrugada, Adriano chegando para relatar a “burrada” que havia acabado de cometer. Desempregado, o homem prestava pequenos serviços no estabelecimento.

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