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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

18/03/2014 10:27

Advogado acusa ciclista de invadir via e se diz transtornado com tragédia

Graziela Rezende
Bicicleta da vítima ficou amassada. Foto: Pedro PeraltaBicicleta da vítima ficou amassada. Foto: Pedro Peralta
Delegado fala sobre depoimento do advogado. Foto: Pedro PeraltaDelegado fala sobre depoimento do advogado. Foto: Pedro Peralta

Envolvido no atropelamento, que causou a morte do ciclista Álisson Cristian Valter Bueno, 16 anos, o advogado Ciliomar Marques Filho, 27 anos, apresentou-se no 3° Distrito Policial, na manhã desta terça-feira (18), em Campo Grande. Em 40 minutos de depoimento, ele disse que ficou transtornado na ocasião e que a vítima o surpreendeu quando "invadiu a pista".

“Ele disse que estava entrando na via de acesso da avenida Afonso Pena, quando foi surpreendido pela bicicleta. Após o fato, garantiu que reduziu a velocidade e pensou em retornar, porém não sabia o que fazer. Naquele momento, ele conta que outro motorista parou do seu lado e disse que o menino poderia estar morto. Ciliomar então viu que as testemunhas já tinham chamado o socorro e então foi embora pra casa”, afirma o delegado Dmitri Erik Palermo, responsável pelas investigações.

Em sua casa, Ciliomar deixou o carro e a Polícia foi ao local horas depois. O Peugeot 307, placa NRJ-0998, foi apreendido, bem como algumas garrafas de bebidas vazias que estavam no interior do carro. Ciliomar, porém negou ter ingerido bebida alcoólica e disse ainda que dirigia a 50 km/h, principalmente por conta de lombadas e radares na região.

“Temos uma testemunha ocular que prestará relevante depoimento nesta tarde. Esta pessoa inclusive já ressaltou que a vítima foi imprudente e negligente, sendo que deixou cair uma sacola da bicicleta e invadiu a pista ao olhar para trás. Além disso, os bombeiros que fizeram o atendimento comentaram que o adolescente estava com um fone de ouvido e isso é outro agravante”, comenta o delegado.

Até o momento, o fato foi registrado como homicídio culposo qualificado pela omissão de socorro e evasão do local. “Se forem comprovados tais fatos por parte da vítima, é possível até que não haja indiciamento, porém precisamos de mais testemunhos e resultados dos laudos”, finaliza o delegado.

Acidente – Por volta das 22h40 de sábado (15), no cruzamento da avenida Ceará com a Afonso Pena, o ciclista Alisson foi atropelado pelo condutor do veículo Peugeot. Ele teve traumatismo craniano, conforme o Corpo de Bombeiros disse na ocasião.



Mariana Carvalho, alguma reflexões para você: 1ª) se o morto fosse teu filho ou algum familiar, duvido que você estaria "falando" tantas besteiras. 2ª) se foi intencional ou não, são sabemos, mas houve sim um homicídio, e com o agravante da omissão de socorro. 3ª) Em que pese o que dizes a cerca do ciclista, é obrigação do condutor dirigir com prudência, e por ser a noite, com atenção redobrada. Se o motorista teve tempo de perceber alguma manobra errado por parte do rapaz., por quê não freou ou desviou dele? Simples, porque muito provavelmente não estava em velocidade segura e compatível com o que é determinado para aquela via. Finalizando: Muito infeliz teu comentário em relação a família da vítima. Sera que você é mãe?
 
Luis Fernando Ferreira da Silva em 18/03/2014 22:01:23
1º) Por quê supostamente ele vê que alguém já acionou o serviço de emergência, ele simplesmente vai embora? 2º) " ...garrafas de bebidas vazias estavam no interior do carro .." Mas ele diz que não bebeu. Deve carrega-las vazias, só por Hobbie. 3º) " ...o adolescente estava com um fone de ouvido, e isso é outro agravante, comenta o delegado" . A tá. E se fosse um surdo, também seria agravante? 4º) "Se forem comprovados tais fatos por parte da vítima, é possível até que não haja indiciamento". Mas quem ira falar pela vítima, se ela esta morta? Só falta dizerem que o ciclista cometeu suicídio. Absurdo isso. Mais uma vida foi covardemente ceivada, e, ao que tudo indica, mais uma vez o criminoso sairá impune. A OAB deveria punir com cassação esse (arg) advogado.
 
Luis Fernando Ferreira da Silva em 18/03/2014 21:46:40
Claro que um delegado pode manifestar opinião, ele está lá para apurar os fatos e não para julgar e condenar, e se ver que o pretenso réu não tem culpa, ele pode sim, manifestar sua opinião, porque não é justo que o motorista pague por um crime que não cometeu. O fato dele estar dirigindo o carro não o torna culpado, foi uma fatalidade que independeu da vontade dele. Quem é motorista sabe muito bem como pedestres e ciclistas são negligentes. Infelizmente o rapaz realmente não pode mais se defender, mas pra isso existem testemunhas. Tudo deve ser muito bem apurado, porque fica muito fácil pra família da vítima, chorar, se lamentar, acusar o motorista e daqui a pouco vai querer indenização, sem levar em conta a imprudência que resultou nisso tudo.
 
Mariana Carvalho em 18/03/2014 15:25:03
GENTE, ISSO ME DEIXA INDIGNADO. ADVOGADO É MESMO CARA DE PAU NAO ACHAM? O CARA JAMAIS ASSUME ALGOERADO, POR MAIS EVIDENTE QUE SEJA. 1- o cara não viu o ciclista....ELE ESTAVA DEVAGAR? EMBRIAGADO?; 2 - não foi omisso em prestar socorro... COMO CHAMA ENTAO, A ATITUDE DE ABANDONAR O LOCAL DO ACIDENTE SEM PRESTAR SOCORRO? 3 - .. não sabia o que fazer, como retornar...RTORNAR O QUE? QUANDO SE ATROPELA ALGUEM, A PESSOA GERALMENTE PARA NA HORA, NAO ACHAM? PRECISOU ALGUEM IR ATRAS DELE E AVISAR QUE TINHA ATROPELADO? talvez tenha ai a resposta do item 1. - ELE COMO ADVGADO, CONHECEDOR DAS LEIS ( o menos sempre é responsável pelo menor...etc) QUE BELA ATITUDE HEIM. SE EVAIU E CONTOU COM A SORTE E ALGUEM NAO TER ANOTADO A PLACA. CARA DE PAU, NEGLIGENTE. PRECISA SER SEVERAMENTE PUNIDO.
 
LUCIANO MARQUES em 18/03/2014 14:00:17
NA VERDADE CADA VEZ VEMOS CASOS COMO ESTE...ENTRA ANO E SAI ANO E A IMPUNIDADE ESTA PRA TODOS USUFRUIR DELA...SÓ PERDE QUEM MORREU E A FAMILIA...
TOMARA QUE NAO...MAIS JA SINTO CHEIRO DE "INOCÊNCIA " NO AR...
 
MILTON DE OLIVEIRA FERREIRA em 18/03/2014 13:16:21
Nao é da competencia e nem direito do delegado fazer pré julgamentos acusando a vitima de negligente. Se assim o for ela ja pagou pelo seu erro fatal. Morto não fala, não pode se defender. O caso em questão é saber a culpa do advogado que matou o rapaz, fugiu do local e foi pra casa dormir esperando o efeito do alcool passar e aí então se apresentar a policia,pois sabendo que se ali ficasse, deveria passar pelo exame de alcoolemia, o carro revistado, ter a CNH apreendida e ser preso em flagrante. Entendedor das leis, esperou o flagrante em casa, escovou os dentes, tomou um cafe forte, tomou banho e foi a delegacia.Enquanto isso a familia do rapaz sofria e chorava a morte do ente querido, mesmo vendo que as autoridades já acusava o falecido. A continuar assim o advogado pedirá indenização..
 
Samuel Gomes em 18/03/2014 11:50:03
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