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Capital

Advogado diz que demissão de agentes já era esperada e contesta punição

Por Nadyenka Castro | 07/05/2011 09:59

Será feito pedido de reconsideração

O advogado Paulo Magalhães, responsável pela defesa dos quatro agentes penitenciários federais demitidos nessa sexta-feira, afirmou que a situação já era esperada e que será enviado ao ministro da Justiça José Eduardo Cardozo pedido de reconsideração.

“Essa demissão já era esperada. Plenamente esperada por eles [agentes] há mais de um ano”, declarou. “Será encaminhado pedido de reconsideração ao ministro”.

O representante dos agentes que eram lotados na Penitenciária Federal de Campo Grande disse que eles “denunciaram a existência de câmeras clandestinas existentes nas celas de visita intimas, mas, em momento nenhum divulgaram as filmagens”.

O advogado explica que as imagens feitas pelas câmeras estavam sendo disponibilizadas em tempo real pela internet desde 2008 devido a “sabotagem no sistema de computação utilizando a senha agente. Perícias feitas pela Polícia Federal comprovaram isso”.

Segundo Paulo Magalhães, “a sabotagem no sistema foi feita pelos agentes que trabalhavam no setor de inteligência. Eles tiraram o anti-vírus do Ministério da Justiça e plantaram cavalo de tróia [vírus]”.

De acordo com o advogado, as câmeras foram instaladas por “um preso do PCC que egresso do sistema estadual de apelido Cabeludo”.

Paulo Magalhães explica que apesar da existência das câmeras nas celas de visita íntima ter sido comprovada por várias autoridades jurídicas, “nunca foi investigado pela Polícia Federal”. “Nunca foi instaurada investigação. O que existe é o processo administrativo”, o qual resultou na demissão.

Escândalo- As denúncias foram feitas em 2008. Também havia câmeras no parlatório, onde os presos conversam com seus advogados.

Conforme portaria publicada nessa sexta-feira no Diário Oficial da União, os servidores teriam retirado material e divulgado informações sem autorização superior.

Foram exonerados Valdemir Ribeiro Albuquerque, José Francisco de Matos, Ivanilton Morais Mota e Yuri Matos Carvalho.

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