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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

29/02/2012 20:32

Advogado vai entrar com recurso contra pena de condenado pela morte de Mayana

Elverson Cardozo e Nadyenka Castro
Anderson e Willian durante julgamento nesta quarta-feira. (Foto: Marlon Ganassin)Anderson e Willian durante julgamento nesta quarta-feira. (Foto: Marlon Ganassin)

Antonino de Moura Borges, advogado de Anderson de Souza Moreno, de 20 anos, condenado a mais de 19 anos por provocar a morte de Mayana de Almeida Duarte durante racha na avenida Afonso Pena, disse que vai entrar com recurso de apelação junto ao TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).

Durante todo o julgamento, o advogado afirmou que não há provas suficientes contra Anderson para o crime de homicídio doloso, por esse motivo não aceita a decisão do juiz. Antonino pedia a condenação de Anderson por homicídio culposo, ou seja, quando não há intenção de matar.

Com relação à embriaguez do seu cliente no dia do crime, o advogado afirmou que se refere a “crime de trânsito”. Antonino relata ainda que viu contradições nos quesitos formulados aos jurados do caso.

Condenação - Anderson de Souza Moreno foi condenado a 18 anos e 9 meses de prisão nesta quarta-feira (29). A pena é inédita em Mato Grosso do Sul porque envolve homicídio no trânsito, racha, embriaguez e transposição do sinal vermelho.

Já Willian Jhony de Souza Ferreira, que no dia do crime participou do racha com Anderson, foi absolvido pelo crime de homicídio doloso e condenado apenas pelos crimes de embriaguez ao volante e racha.

A pena prevista é de 2 a 4 anos de detenção em regime aberto ou semi-aberto.

Entenda o caso - Na madrugada do dia 14 de julho de 2010, Anderson de Souza e Willian Jhonny disputavam racha na avenida Afonso Pena, sentido bairro-centro.

Anderson conduzia um Vectra à 110 quilômetros por hora e passou à frente de Willian, que dirigia um Fiat Uno.

No cruzamento com a rua José Antônio, o Vectra bateu no Celta que era conduzido por Mayana. Testemunhas afirmaram que o jovem “furou” o sinal vermelho.



Justiça feita neste caso, graças a Deus, minha filha de 34 anos perdeu a vida em um acidente de moto provocada por outra motociclista embriagada na Br. 163, minha filha faleceu 1 mês depois, esta mulher teve morte instantânea , mas gostaria que ela tivesse sobrevivido para pagar pelo seu crime, assim como o assassino de Mayana, porque a morte foi pouco para ela, pois já havia provocado acidentes
 
Rosinha martins em 29/02/2012 11:57:03
Ta certo. A questao era só quando um juiz ia se tocar que a sociedade não aceita mais este tipo de acontecimento como acidente.
Se estourar o pneu ou pifar o freio do meu carro, e eu atropelar alguem. Ai sim seria homicidio doloso (sem intenção). Agora um irresponsavel beber, tirar racha e causar a morte de alguem, ja passou a hora dos juizes não considerar mais isso como acidente e sim como culpa
 
Marcos da Silva em 29/02/2012 10:15:16
Que Deus conforte e console o coração dos pais.Não tenho palavras para descrever como me sinto diante de tanta tragédia, imprudencia.Eu creio que em menos de 18 anos esse rapaz imprudente sai da cadeia e volta para a sociedade e para a sua família, porém nem que se passem 50 anos nada trará a Mayana de volta aos seus, e ainda assim tem um advogado capaz de se colocar a favor de uma redução de pena
 
Erica Braga em 29/02/2012 09:49:01
veiculo + excesso de velocidade + embriaguez + desrespeito as regras = resultado morte (logo então homicido doloso).
parabens!! aos jurados representantes do povo pela JUSTIÇA, feita.
 
Andrea Pereira em 29/02/2012 09:24:38
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