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Capital

Advogado vai entrar com recurso contra pena de condenado pela morte de Mayana

Por Elverson Cardozo e Nadyenka Castro | 29/02/2012 20:32
Anderson e Willian durante julgamento nesta quarta-feira. (Foto: Marlon Ganassin)
Anderson e Willian durante julgamento nesta quarta-feira. (Foto: Marlon Ganassin)

Antonino de Moura Borges, advogado de Anderson de Souza Moreno, de 20 anos, condenado a mais de 19 anos por provocar a morte de Mayana de Almeida Duarte durante racha na avenida Afonso Pena, disse que vai entrar com recurso de apelação junto ao TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).

Durante todo o julgamento, o advogado afirmou que não há provas suficientes contra Anderson para o crime de homicídio doloso, por esse motivo não aceita a decisão do juiz. Antonino pedia a condenação de Anderson por homicídio culposo, ou seja, quando não há intenção de matar.

Com relação à embriaguez do seu cliente no dia do crime, o advogado afirmou que se refere a “crime de trânsito”. Antonino relata ainda que viu contradições nos quesitos formulados aos jurados do caso.

Condenação - Anderson de Souza Moreno foi condenado a 18 anos e 9 meses de prisão nesta quarta-feira (29). A pena é inédita em Mato Grosso do Sul porque envolve homicídio no trânsito, racha, embriaguez e transposição do sinal vermelho.

Já Willian Jhony de Souza Ferreira, que no dia do crime participou do racha com Anderson, foi absolvido pelo crime de homicídio doloso e condenado apenas pelos crimes de embriaguez ao volante e racha.

A pena prevista é de 2 a 4 anos de detenção em regime aberto ou semi-aberto.

Entenda o caso - Na madrugada do dia 14 de julho de 2010, Anderson de Souza e Willian Jhonny disputavam racha na avenida Afonso Pena, sentido bairro-centro.

Anderson conduzia um Vectra à 110 quilômetros por hora e passou à frente de Willian, que dirigia um Fiat Uno.

No cruzamento com a rua José Antônio, o Vectra bateu no Celta que era conduzido por Mayana. Testemunhas afirmaram que o jovem “furou” o sinal vermelho.

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