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Capital

Afastado pelo CNJ, magistrado retorna à Vara de Sucessões

Por Aline dos Santos e Kleber Clajus | 17/09/2014 11:20
Presidente do TJ informou que não acompanha o caso.  (Foto: Marcos Ermínio)
Presidente do TJ informou que não acompanha o caso. (Foto: Marcos Ermínio)

Afastado da função de auxiliar da vice-presidência do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), o juiz Aldo Ferreira da Silva Júnior retornou à Vara de Sucessões de Campo Grande. Ontem, o plenário do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) manteve a liminar que afastou o magistrado.

A ordem de afastamento partiu da corregedora nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi. O conselho apura o possível envolvimento do magistrado em irregularidades no pagamento de precatórios (dívidas do setor público reconhecidas pela justiça).

Nesta quarta-feira, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Joenildo de Sousa Chaves, afirmou que não acompanha o caso, que está sob responsabilidade da vice-presidência. O vice-presidente, desembargador Paschoal Carmello Leandro, não foi localizado no tribunal.

Segundo a assessoria de imprensa do TJ, o juiz foi afastado da função administrativa e retornou à vara de origem. O Campo Grande News tentou entrar em contato com o magistrado na Vara de Sucessões, mas as ligações não foram atendidas.

A reclamação disciplinar contra o juiz foi instaurada após correição realizada entre 28 de julho a 1º de setembro no TJ/MS. Na ocasião, a ministra Nancy Andrighi veio a Campo Grande.

A inspeção constatou, entre outras irregularidades, a falta de padronização nos cálculos dos precatórios, feitos de forma discricionária, favorecendo alguns credores e prejudicando outros. Houve, como resultado, pagamentos de valores elevados, acima do que seria regular, com prejuízos aos cofres públicos. O procedimento é sigiloso.



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