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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

21/04/2016 11:09

Agente envenenado tem alta; demais devem deixar hospital até amanhã

Guilherme Henri
Agentes realizaram manifestação em apoio aos colegas envenenados em frente ao hospital El Kadri ontem (Foto: Thiago de Souza) Agentes realizaram manifestação em apoio aos colegas envenenados em frente ao hospital El Kadri ontem (Foto: Thiago de Souza)

Um dos seis agentes penitenciários que foram envenenados no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande recebeu alta da Santa Casa nesta quinta-feira (21). Os outros cinco que estavam no Hospital El Kadri, três passam por exames e também devem receber alta médica até o final da tarde de hoje.

As informações são do médico responsável pelo Civitox (Centro Integrado de Vigilância Toxicológica) Sandro Trindade Benites, que ainda revelou que os outros dois que estavam na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do El Kadri já foram transferidos para a enfermaria e devem receber alta até a manhã de sexta-feira (22).

Os seis tomaram um café “batizado” supostamente feito por detentos na manhã de quarta-feira (20), e passaram mal em seguida. Os sintomas foram vômito, diarréria, tontura, pressão alta e até desmaios.

Toda a alimentação que é confeccionada pelos detentos, como café da manhã, almoço e janta foi suspensa e os agentes passaram a ingerir somente alimentos e bebidas trazidos de fora da unidade.

Em recente entrevista o presidente do Sinsap (Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária do Estado de Mato Grosso do Sul), André Luiz Garcia Santiago, revelou que o destino da garrafa “batizada” seria o pavilhão em que foi realizada a operação que desencadeou uma onda de ataques na Capital.

Toda a comida que seria distribuída foi analisada por peritos criminais e segundo o presidente do Sinsap, o Hospital El Kadri confirmou que houve a ingestão de raticida, conhecido como chumbinho pelos agentes.

Além do envenenamento, a intervenção na Máxima, realizada no dia 13 deste mês, desencadeou uma onda de ataque a ônibus, três mortes de detentos e diversas ameaças de morte a agentes penitenciários. Na ação, agentes penitenciários, um grupo de Brasília (DF) e policiais do Choque realizaram um “pente fino” na unidade penal e retirou celulares, bebidas, drogas e outros ilícitos.

 



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