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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

29/06/2013 17:38

Alunos de delegado morto querem liberação de livro censurado

Paula Maciulevicius
A movimentação seguiu para a Praça do Rádio, onde teve a distribuição, feita por familiares, de alguns dos exemplares do livro. (Foto: João Garrigó)A movimentação seguiu para a Praça do Rádio, onde teve a distribuição, feita por familiares, de alguns dos exemplares do livro. (Foto: João Garrigó)

No manifesto por Justiça que reuniu colegas de profissão e alunos do delegado aposentado Paulo Magalhães, de 57 anos, assassinado na última terça-feira, acadêmicos de Direito pediram a liberação do livro “Conspiração Federal”, escrito por ele e censurado pela Justiça.

A movimentação que se concentrou nos altos da avenida Afonso Pena, no Parque das Nações, seguiu para a Praça do Rádio, e teve a distribuição de alguns dos exemplares do livro. Em sala de aula, as estudantes Letícia Silva e Priscila Mendes, relataram sempre terem ouvido falar do manuscrito e agora fazem parte do movimento dos que pedem a disponibilização. “Se foi proibido é porque deve dizer a verdade e os acadêmicos vão batalhar para que esse livro seja disponível”, defendiam as alunas.

“Conspiração Federal” foi o resultado das investigações feitas por Paulo Magalhães em cima das câmeras clandestinas instaladas no presídio federal, onde cinco agentes penitenciários denunciavam a existência da gravação de encontros íntimos dos presos e inúmeras outras irregularidades no local, a mando de juiz federal.


Paulo Magalhães foi executado a tiros enquanto esperava que a filha de 11 anos saísse da escola no último dia 25. O crime foi na rua Alagoas, próximo à Rua da Paz, no Jardim dos Estados, em Campo Grande. No total, seis tiros de pistola 9 mm atingiram Paulo.

O delegado respondia na Justiça, até ano passado, 21 ações criminais e 8 cíveis sob a alegação de calúnia e difamação contra servidores públicos federais e estaduais. Na mesma publicação, na página da ONG Brasil Verdade, a qual presidia, ele garantiu já ter sido alvo de 3 pedidos de prisão preventiva, inclusive, pela Procuradoria da República em Mato Grosso do Sul “sob argumento de que pratica reiteradamente calúnias e difamações”. A investigação da morte de Magalhães está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios. (Colaborou Giselli Figueiredo)



Eu tenho que ler esse livro.
 
Marco Mariank em 01/07/2013 14:03:57
1. Escaneiem.
2. Postem fora do país.
3. Divulguem.
4. Pronto.
 
Josemar Maciel em 30/06/2013 16:01:01
Galera, na boa, esperar liberação de livro censurado pra quê? Joga na net em forma de e-book e pronto, nunca poderão impedir a disseminação do livro.
 
RAPHAEL LUCAS em 30/06/2013 14:48:19
Esse vai fazer falta...
 
Daniel Figliolino em 30/06/2013 14:13:19
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