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Capital

Alvo de investigação por duplo homicídio tentou arrancar arma de policial

Priscila e Pedro Vilha foram encontrados mortos no dia 16 de agosto deste ano

Por Geisy Garnes | 24/11/2021 18:01
Policiais do Garras, que participaram das ações nesta manhã, na delegacia (Foto: Marcos Maluf)
Policiais do Garras, que participaram das ações nesta manhã, na delegacia (Foto: Marcos Maluf)

Alvo de mandado de busca e apreensão nas investigações sobre o assassinato de Priscila Gonçalves Alves, de 38 anos e do marido dela, Pedro Vilha Alta Torres, de 45 anos, um rapaz de 21 anos tentou fugir dos policiais e chegou a disputar a arma com um dos investigadores durante a abordagem, nesta manhã (14).

A casa do rapaz foi um dos cinco endereços visitados pelos policiais de três delegacias especializadas de Campo Grande nesta manhã. No primeiro momento, ele se recusou a abrir a porta, que acabou arrombada pela equipe. Já dentro da casa, os investigadores tentaram conversar com o suspeito, mas ele não obedeceu a nenhuma das ordens.

Ele então tentou fugir pela primeira vez, foi impedido e tentou tomar a arma de um dos policiais. Depois do “confronto” foi algemado e mesmo assim, tentou correr novamente. Diante da situação, foi colocado na viatura e levado para a DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio).

Na ação, o celular usado pelo rapaz foi apreendido. O conteúdo do aparelho deve ajudar a polícia na identificação dos envolvidos no assassinato do casal. Outros quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos e duas pessoas foram presas temporariamente: um jovem de 18 anos e uma mulher de 34 anos. Eles devem permanecer na cadeia por 30 dias.

Segundo o delegado Carlos Delano, a prisão dos dois é uma medida para produzir provas e assim elucidar o crime, sua dinâmica e autoria.

Priscila e Pedro Vilha foram encontrados mortos no dia 16 de agosto. Seus corpos foram esquartejados e carbonizados em um terreno baldio às margens da BR-262. Conforme apurado pela reportagem, o casal foi visto com vida pela última vez em uma boca de fumo da região. Durante as investigações, as equipes refizeram os passos das vítimas para chegar aos autores.

Pedro e Priscila estavam juntos há 12 anos. Se casaram escondidos e tiveram duas filhas. Conforme apurado pela reportagem, o relacionamento foi marcado pelo vício em drogas e prisões, principalmente do homem.

Esse histórico de envolvimento dos dois com o tráfico de drogas, segundo o relato dos próprios parentes, os levaram cometer pequenos furtos para manter o vício. Em janeiro deste ano, a mãe da Priscila chegou a procurar a polícia para denunciar que vinha sofrendo constantemente com os crimes dentro de casa.

Eles levavam eletrodomésticos da casa para comprar drogas e os crimes sempre acabavam em discussão. Em uma das brigas delas, Pedro ameaçou comprar uma arma e matar os irmãos da sogra. Foi o medo que levou a mulher de 57 anos à polícia.

Esses furtos cometidos pelo casal estão entre as linhas de investigação da DEH (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos), como possíveis motivações para o crime.

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