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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

17/10/2016 18:06

Ampliação do Hospital de Câncer deve refletir em mais vagas de ortopedia

Duas alas do novo Hospital de Câncer Alfredo Abrão foram inauguradas hoje

Anahi Zurutuza e Mayara Bueno
Recepção do novo Hospital de Câncer (Foto: Alcides Neto)Recepção do novo Hospital de Câncer (Foto: Alcides Neto)
Secretário Nelson Tavares (Foto: Alcides Neto/Arquivo)Secretário Nelson Tavares (Foto: Alcides Neto/Arquivo)

Assim que toda a estrutura do Hospital de Câncer Alfredo Abrão estiver pronta, o Governo do Estado planeja transferir todo o atendimento oncológico infantil para o novo prédio. A ideia é “liberar espaço” no Hospital Regional para ortopedia, uma especialidade que falta na unidade mantida pelo Executivo estadual.

A informação é do secretário Nelson Tavares. O titular da SES (Secretaria de Estado de Saúde) explica que transferindo o Cethoi [Centro de Tratamento Onco Hematológico Infantil], o tratamento do câncer fica mais concentrado em um lugar, embora o HR continue recebendo pacientes com a doença.

Além disso, esta seria mais uma medida para desafogar o pronto-socorro e a ortopedia da Santa Casa – outra providência é a abertura do Hospital do Trauma. “A gente preciso melhora a assistência para o trauma também, desafogar a Santa Casa. Às vezes a pessoa acidentada é levada para lá [HR], mas como não temos estrutura, ele precisa ser transferido e acaba indo para a Santa Casa”.

Novo HC – A previsão da diretoria do hospital e do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) é concluir o novo Alfredo Abrão até o fim do próximo ano. O Governo do Estado foi um dos maiores financiadores da unidade, mantida por instituição filantrópica, que teve os dois primeiros andares inaugurados no fim da tarde desta segunda-feira (17) – até agora investiu R$ 10,2 milhões.

Para a conclusão da obra e aquisição de equipamentos – ao menos partes deles –, o diretor-presidente do HC prevê a necessidade de ao menos mais R$ 18 milhões, dos quais R$ 15 milhões devem ser investidos pelo governo, conforme o secretário.

“A próxima inauguração será do prédio completo, quando todos os nove andares estiverem funcionando. Não faremos mais por etapas”, disse Tavares durante a cerimônia de inauguração.

Deficit de leitos – Pronto, o hospital terá seis vezes mais leitos que o número existente hoje.

Serão 240 leitos no total, 30 de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo). Hoje, o Alfredo Abrão tem 48 vagas, sendo quatro para os pacientes mais graves.

O acréscimo no número de leitos na Capital é significativo. “Vamos zerar o deficit de leitos até 2018, ainda neste governo, neste mandato. É possível”, já havia ressaltado o secretário em entrevista na inauguração do Hospital Cassems no dia 7 de outubro.

Nesta primeira fase, estão sendo entregues o térreo, onde funcionarão oito novos consultórios, sala de procedimentos, sala de coleta, atendimento ao público e administração, e o subsolo, com área destinada a exames de imagens (raio-X, mamografias, ultrassonografias, tomografrias), sala de laudo e digitalização, além de nova área de UTI, com 20 leitos.

São no total cerca de 2,7 mil m².



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