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Capital

Anta, capivara e rato também propagam leishmaniose, diz juiz que soltou Scooby

Por Nyelder Rodrigues e Marta Ferreira | 16/01/2013 20:28
Cão foi entregue pela Prefeitura à ONG Abrigo dos Bichos na terça-feira (Foto: Rodrigo Pazinato)
Cão foi entregue pela Prefeitura à ONG Abrigo dos Bichos na terça-feira (Foto: Rodrigo Pazinato)

Na decisão do juiz Amaury Kuklinsk, da Vara de Direitos Coletivos, Difusos e Homogêneos, em que determina a entrega do cão Scooby à ONG Abrigo dos Bichos, ele cita que não somente os cães, mas também “homem, anta, capivara e rato” fazem parte do ciclo de propagação da leishmaniose.

Ele cita homens e os outros animais pois eles estão no meio urbano da Capital, e podem ser hospedeiros do protozoário que causa a doença, que não é transmitida no contato animal com animal, e sim pela picada dos mosquitos hematófagos, vetores de transmissão.

Além disso, ele contou que o ato administrativo da Prefeitura, em interromper o tratamento de Scooby e cogitar o seu sacrifício, está totalmente dissociado dos estudos científicos que vem sendo produzidos e aceitos em países como Espanha, França, Itália e Alemanha, que conforme o juiz, tratam seus animais com eficiência.

A decisão ainda revela que as pesquisas mostram que o extermínio de animais é de pouca valia, e que resultados significativos foram obtidos por meio de inseticidas que exterminem o mosquito transmissor.

A Prefeitura de Campo Grande entregou o cão Scooby na tarde desta terça-feira (15) ao Abrigo dos Bichos. O animal ganhou notoriedade depois de ser arrastado pelo dono do bairro Aero Rancho até o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses).

Scooby tem leishmaniose e foi pivô da polêmica envolvendo o tratamento à doença. A orientação do Ministério da Saúde é a eutanásia, mas o ex-prefeito Nelson Trad Filho (PMDB) determinou que o animal fosse preservado, depois de uma campanha nas redes sociais.

De acordo com a médica-veterinária e presidente do Abrigo dos Bichos, Maíra Kaviski Peixoto, Scooby será levado para a clínica veterinária onde ficou internado antes der levado ao CCZ para continuar o tratamento da leishmaniose e refazer todos os exames para certificarem a respeito da saúde do animal.

Exames foram feitos no cachorro para verificar a atual situação de saúde dele. Segundo o Abrigo dos Bichos, uma das constatações é a de que ele perdeu 1 kg no período de que foi tirado do tratamento e esteve no CCZ.

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