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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

14/01/2014 09:10

Antes de ser morta a pedradas, mulher denunciou marido 10 vezes

Graziela Rezende
Anderson, que teve uma relação tumultuada com a esposa e a matou a pedradas na virada do ano, durante chegada à delegacia  (Foto: Marcos Ermínio)Anderson, que teve uma relação tumultuada com a esposa e a matou a pedradas na virada do ano, durante chegada à delegacia (Foto: Marcos Ermínio)

Em cinco anos de relacionamento, Laida Andréia Samulha Romualdo, 35 anos, teve uma “vida conturbada” com o marido, Anderson César Firmino, 24 anos. Antes de ser atingida a pedradas e morrer no hospital, ela e o esposo foram parar em, pelo menos, 10 ocasiões na delegacia por casos de brigas, ameaças de morte e até lesão corporal dolosa. O último desentendimento por ciúmes culminou na morte da mulher, vítima a pedradas, no dia 9 de janeiro, em Campo Grande.

E em grande parte das ocorrências, conforme apurou o Campo Grande News, a vítima acionava a Polícia Militar e, em seguida, desistia de dar andamento ao processo assim que “pisava” na porta da delegacia. No entanto, quando retornava para o convívio com Anderson, os desentendimentos continuavam.

Em novembro de 2008, o casal brigou e foi registrada uma ocorrência de vias de fato (violência doméstica), sendo que foram encaminhados para a delegacia. Já em janeiro de 2009, Anderson e Laida brigaram por causa de uma cerca da vizinha. A Polícia Militar foi ao local e na ocasião Anderson chegou a jogar um tijolo contra uma viatura.

Em 2010, nos meses de janeiro e setembro, mais registros policiais. Anderson foi autor de desacato e vítima de ameaça de morte por parte da companheira. No primeiro mês de 2011, a acusação ocorreu por parte de uma enteada de Anderson, que afirmou a Polícia ter sido molestada por ele. Hoje a menina está com 10 anos.

Em fevereiro, Lauda foi vítima de lesão corporal dolosa por parte do marido. Quatro meses depois, ainda em 2011, ela foi para a delegacia, juntamente com o marido, após ameaçá-lo de morte. Já em dezembro daquele ano ambos novamente compareceram a unidade policial, porém a vítima não quis dar andamento no processo.

No mês de abril de 2011, Anderson foi indiciado como autor de roubo qualificado pelo concurso de pessoas. Após dois meses, já solto, ele desacatou policiais da antiga Cigcoe (Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais), sendo que após dois meses foi autor de um novo desacato.

No ano passado, no mês de junho, Anderson e Laida são autores de ameaça e violência doméstica. Em dezembro de 2013, Anderson, em posse de uma arma, ameaçou a esposa, sendo ferida por ele no dia 31 de dezembro com pedradas. A vítima foi para o hospital e morreu por volta das 19h15, na Santa Casa, sendo que a causa da morte foi uma infecção generalizada por conta das agressões.

O caso foi registrado nesta sexta-feira (10), como violência doméstica, seguida de homicídio doloso. Anderson foi conduzido à Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), prestou depoimento e foi liberado em seguida.



Essa é a prova que de que ou não sabem, não aprenderam ainda a aplicar essa Lei. Ou,.. que essa Lei, ou quem a aplica está defecando e andando para as denunciantes.
 
Eduardo Semir em 14/01/2014 14:57:27
A lei não pode fazer nada sobre um caso desses, pois foi ela quem procurou novamente...
 
Carlos Magno em 14/01/2014 14:24:31
Por isso fomos as ruas no ultimo domingo, criticamos a fragilidade da Lei Maria da Penha, ela estimula as mulheres a denunciarem a violência, legal, bacana...mas, quem irá proteger essas mulheres? No caso Dayane Silvestre, algumas pessoas questionaram, o porquê ela não denunciou.... pois eu a defendo e digo teria adiantado denunciar? Porque mesmo com Boletim de Ocorrência do pai dela e a separação do agressor para começar uma nova vida... a tragédia aconteceu.. Ah..simmm ia me esquecendo a medida restritiva protege nossas mulheres ...ou será que a Delegacia da Mulher que funciona em horário comercial?? É um absurdo....olha que nem entrei no quanto nossas leis são brandas...
 
Claudia Santos em 14/01/2014 12:36:10
A lei é muito coerente, porém os agentes que deveriam executá-las é que são ineficazes. O estado não tem compromisso em cumprir a lei e assegurar sua eficácia. A polícia não tem efetivo suficiente e estrutura para "guardar" os vagabundos e proteger as vítimas...Os juízes em sua maioria são "brincalhões" na proteção em prol das vítimas, sentam nos seus "escritórios" refrigerados e se lixam para o povo. Aliás, o judiciário deveria acompanhar diligências policiais, mas como se consideram "deuses" da sabedoria, a porcaria vai continuar a mesma.
 
Carlos Alberto em 14/01/2014 12:22:14
Taí exemplo de uma lei ineficaz, porém bonita de se ler! Não é somente por se tratar de mulher que a lei deve funcionar, mas quando uma pessoa é ameaçada, agredida, violentada ou espancada,se até um civil tem o dever de adotar providencias quanto mais qualquer policial! Essa estória de se manter a 300 metros da agredida é balela, quem vai fiscalizar? Qual o fora-da-lei que a respeita? Esses covarde não tem jeito mesmo, na primeira a policia deve mantê-lo preso, por ameaças, por agressão ou por outro crime qualquer, por vadiagem, até por desacato(tão usado por policiais).Mais não vão esperar alguém morrer pro caso tornar-se importante.No caso de Matheus e Giovana o MPE, achou uma brecha e mandou prender o agressor e a policia "não consegue" cumprir" esse mandato. Pode?????
 
samuel gomes-campo grande em 14/01/2014 11:45:11
com tantos casos semelhantes... eu me questiono para que serve a lei Maria da Penha ??
 
Katia Nogueira em 14/01/2014 11:17:46
Que "amor" é esse que faz uma mulher ser agredida por cinco anos até ser morta a pedradas? Mulheres: se forem agredidas, parem na primeira tentativa. Não espere a morte violenta por homens violentos!!!
 
Ramona Teixeira em 14/01/2014 10:25:18
pra quem não conheci o sistema prisional este inseto vai pagar la dentro por que nem os bandidos vai aceitar, o que ele fez com a mulher dele ......
 
dejalma goulart em 14/01/2014 09:53:02
E ainda existem ignorantes que adoram dizer que só pobre é preso no Brasil... Olha a ficha corrida do elemento
 
Augusto Antonio em 14/01/2014 09:51:16
É disso que estou falando, os órgãos competentes não tomam nenhum iniciativa para ajudar a família que está em crise e INFELIZMENTE aconteceu essa tragédia. São por situações como essa que tenho vergonha de ser brasileiro :(
 
Marcelo Rodrigues em 14/01/2014 09:40:08
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