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Capital

Apesar da chuva, 300 estudantes vão ao parque organizar protesto

Por Viviane Oliveira | 16/06/2013 16:49
Um dos assuntos em pauta é a truculência da Polícia contra os manifestantes.  (Foto: Cleber Gellio)
Um dos assuntos em pauta é a truculência da Polícia contra os manifestantes. (Foto: Cleber Gellio)
Mesmo com chuva, centenas de pessoas se reuniram no Parque das Nações Indígenas. (Foto: Cleber Gellio)
Mesmo com chuva, centenas de pessoas se reuniram no Parque das Nações Indígenas. (Foto: Cleber Gellio)

Aproveitando a onda de protestos em São Paulo e Rio de Janeiro, contra o aumento da tarifa do transporte público, centenas de estudantes se reuniram na tarde deste domingo (16) no Parque das Nações Indígenas, nos altos da avenida Afonso Pena para organizar uma passeata nesta semana.

O encontro foi marcado pelo Facebook, primeiro em solidariedade aos paulistas que apanharam em confronto com a Polícia nas manifestações da semana passada. Mas, reunidos, os jovens arrumaram outros motivos para protestar por aqui, já que a tarifa do ônibus não subiu este ano em Campo Grande.

A concentração para a primeira manifestação local foi marcada para a próxima quinta-feira (20), às 17h na Praça do Rádio Clube, na avenida Afonso Pena, quando acontece o Dia do Basta, movimento nacional contra a impunidade e a corrupção que já agendou mobilização para os dias 20, 21 e 22 de junho.

O apoio aos colegas de São Paulo, combate a corrupção, revolta com os escândalos de desvio de dinheiro dos hospitais da Capital, são alguns dos temas que serão levados às ruas pelos estudantes sul-mato-grossenses.

Os organizadores do evento, chamado “Encontro: Não é por centavos, é por direitos”, ouviu cada um dos presentes na tarde de hoje no Parque das Nações até chegarem a um consenso. O encontro foi criado por um perfil "Anonymous MS", uma derivação de uma comunidade internacional online que age de maneira coordenada e anônima.

O artista plástico Luciano Alonso, de 36 anos, diz que as manifestações em São Paulo e Rio de Janeiro serviram para motivar os movimentos em Campo Grande, como em outras cidades brasileiras. “Temos que ir para as ruas protestar contra o que vem acontecendo no nosso Estado, como a máfia do câncer e o tráfico de influência", lembra.

A estudante Jhenifer Rocha de 18 anos, conta que mora no bairro Nova Lima e ficou sabendo da reunião pelo Facebook. “Eu vi a proposta e achei muito interessante. Está na hora da gente deixar o comodismo de lado e fazer alguma coisa pela nossa cidade”, afirma.

“Nós chamamos as pessoas pelo Facebook em solidariedade aos manifestantes de São Paulo e aproveitamos o gancho para discutir as questões no nosso Estado”, diz a acadêmica de Administração de Empresa, Desire dos Santos, de 20 anos.

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