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Após acidentes, Detran reforça cuidados sobre bicicletas elétricas

Duas vítimas envolvidas acabaram não resistindo aos acidentes e outra precisou ser levada para a Santa Casa

Por Geniffer Valeriano | 20/02/2024 18:06
Bicicleta elétrica caída na calçada e vítima na Avenida Ernesto Geisel (Foto: Paulo Francis/Arquivo)
Bicicleta elétrica caída na calçada e vítima na Avenida Ernesto Geisel (Foto: Paulo Francis/Arquivo)

Após dois acidentes envolvendo bicicletas elétricas nas últimas semanas, o Detran (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) reforça cuidados que se deve tomar ao conduzir esse tipo de veículo. Duas vítimas envolvidas acabaram não resistindo aos acidentes e outra precisou ser levada para a Santa Casa.

No ano passado o Contran estabeleceu novas classificações para os ciclomotores, bicicletas elétricas e equipamentos de mobilidade individual autopropelidos. A mudança afetou também o uso de equipamentos de segurança que devem ser utilizados ao conduzir esses veículos.

O departamento de trânsito explica que só enquadra como bicicletas elétricas os veículos que necessitam da propulsão humana. Sendo aqueles que a presença do motor diminui o esforço do condutor, mas ainda é necessário que o mesmo pedale. É destacado que os veículos que possuem um acelerador manual, permitindo o veículo acelerar sem que o condutor pedale, não é considerado uma bicicleta elétrica.

As bicicletas elétricas têm motor de até mil watts de potência e o auxílio do motor até a velocidade de 32Km/h. “Ao atingir 32 km/h o motor para de ajudar, mas se o ciclista pedalar mais, a velocidade pode aumentar”, explica a Gestora de Atividades de Trânsito do Detran-MS, Elijane Coelho.

Para conduzir esse tipo de veículo não é preciso possuir habilitação, idade mínima ou obrigatoriedade de registro do veículo. É recomendado o uso de capacete de ciclismo, luvas e óculos de proteção. O deslocamento deve ser realizado por meio das ciclovias ou ciclofaixas. Nos locais onde não houver, deve acontecer nas bordas das pistas, no mesmo sentido de circulação da via.

Autopropelidos – Nessa categoria estão os patinetes, monociclos, hoverboards, scooters e similares. Esses veículos também possuem velocidade baixa, que podem chegar a 32km/h. É possível encontrar modelos autopropelidos que se assemelham às bicicletas elétricas, a diferença entre eles está na distância entre os eixos, a largura do guidão e a potência.

As orientações de cuidado para esse tipo de veículo são as mesmas de uma bicicleta elétrica. Porém, é destacado que a circulação em ciclovias e ciclofaixas deve ocorrer dentro do limite de velocidade determinado para a via.

Ciclomotores – Conforme o Detran, os ciclomotores são os responsáveis pelo maior número de dúvidas entre os condutores. Para esse modelo de veículos é preciso que o condutor tenha CNH ou ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotor).

Com potência de até 4000 Watts e com velocidade máxima de 50 Km/h, é necessário que ao conduzir um ciclomotor seja usado capacete de motocicleta Ainda é dito que se deve circular na via pública. Os proprietários dos ciclomotores também devem possuir o CAT (Certificado de Adequação a Legislação de Trânsito).

Aqueles que não possuem o certificado ou o código específico marca/modelo/versão tem até dezembro de 2025 para realizar o registro desses veículos. Após este período, os mesmos ficarão impedidos de circular em via pública sem a devida regulamentação.

Movimentação de bombeiros e socorrista do Samu na avenida onde ocorreu acidente com morte, no dia 19 (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo) 
Movimentação de bombeiros e socorrista do Samu na avenida onde ocorreu acidente com morte, no dia 19 (Foto: Henrique Kawaminami/Arquivo)

Relembre - Emerson Jesus Antunes Braga, de 35 anos, morreu em acidente envolvendo a motocicleta que conduzia e uma bicicleta elétrica. O caso aconteceu na manhã desta segunda-feira (19), na Avenida Doutor Euler de Azevedo, na entrada do Bairro Coophasul, em Campo Grande.

Conforme apurado, Emerson seguia para o trabalho numa motocicleta Yamaha Fazer quando houve a colisão envolvendo a bicicleta elétrica conduzida por um idoso de 70 anos. O motociclista sofreu ferimentos graves.

Na queda, o capacete escapou e ele bateu a cabeça no asfalto. A vítima teve parada cardiorrespiratória, foi reanimada por cerca de 30 minutos pela equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), mas não resistiu. Já o idoso foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado para o hospital. O estado de saúde dele ainda não foi divulgado.

No começo do mês, no dia 6, uma mulher de 43 anos morreu após cair da bicicleta elétrica que conduzia pela Avenida Ernesto Geisel, próximo ao Ginásio Guanandizão, região do Bairro Amambai.

Testemunhas informaram que viram o momento em que o pneu dianteiro da bicicleta elétrica travou e a mulher, que seguia sentido ao Centro da Capital, caiu no chão, batendo forte com a cabeça. A vítima perdeu bastante sangue no local.

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