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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

29/09/2014 10:08

Após cinco tiroteios e atentado, Guarda pode tirar efetivo de favela

Renan Nucci
Campo improvisado de futebol foi palco de tiroteio na Cidade de Deus, na última sexta-feira. (Foto: Renan Nucci)Campo improvisado de futebol foi palco de tiroteio na Cidade de Deus, na última sexta-feira. (Foto: Renan Nucci)

A base móvel da Guarda Municipal de Campo Grande instalada na Favela Cidade de Deus, no Bairro Dom Antônio Barbosa, pode ser removida se houver risco à segurança do efetivo, afirma o coronel Jhonys Cabreira, comandante da coporação. Desde quinta-feira, houve três tiroteios na região e houve disparos de oito tiros contra a viatura da Guarda Municipal. Nos últimos dez dias, pelo menos cinco tiroteios foram registrados e duas pessoas morreram. 

A favela está situada em uma área de conflito que compreende também os bairros Parque do Sol e Parque Lageado. Grupos rivais se enfrentam constantemente na região, levando risco aos moradores e também aos guardas que utilizam apenas armas não-letais.

No caso mais recente, Eriton Amaral de Souza, 21 anos, e Leandro Henrique de Souza, 19 anos, atiraram contra um rapaz identificado apenas como Felipe, na Rua Maria Del Horno Tamper, na noite de ontem (29). A dupla foi presa com uma arma de fogo e de acordo com a polícia, o caso pode ter relação com a execução de João Paulo de Souza Marques, de 22 anos, ocorrida na madrugada do último dia 20, no Lageado.

Guardas municipais que atenderam a ocorrência foram ameaçados e um grupo com cerca de dez pessoas incendiaram um ônibus do Consórcio Guaicurus, em retaliação à prisão de Eriton e Leandro. Cabreira afirma que a segurança por parte da guarda foi reforçada, com apoio da Polícia Militar, mas destacou que se os riscos aumentarem, o efetivo será retirado da favela.

“Temos que pensar na vida dos guardas que defendem a corporação. Se a situação se agravar, vamos retirar a base da Cidade de Deus”, disse o coronel, destacando que a equipe tem monitorado a movimentação das gangues. “Existe o risco que faz parte do trabalho da guarda e da polícia, mas estamos atentos para prevenir as ações”.

Guarda Armada – Cabreira alega que a guarda não se sente em desvantagem por ter apenas armas não-letais, mas reforça que até o final do ano, parte do efetivo terá acesso às armas de fogo – o projeto já foi aprovado.

“O processo seletivo para treinamento e capacitação foi aberto, e aguardamos apenas os processos administrativos. Acredito que até o final do ano teremos 150 guardas armados na Capital. Isso vai aumentar a segurança e será uma vitória para nós”, concluiu.



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