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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

06/07/2011 23:59

Após morte durante parto, maternidade é obrigada a pagar babá

Paulo Fernandes
Roseleide morreu aos 32 anos, durante o parto.Roseleide morreu aos 32 anos, durante o parto.

Desembargadores da 4ª Turma Cível deram parcial provimento a agravo obrigando a Associação de Amparo à Maternidade e à Infância, em Campo Grande, a pagar uma babá, no valor de dois salários mínimos, após a morte da mãe durante parto por cesariana.

A morte de Roseleide Leite da Silva, de 32 anos, foi em decorrência de um choque hipovolêmico (quando o coração não consegue fornecer sangue suficiente para o corpo devido a perda de sangue).

Na ação cautelar com pedido liminar movida pelo pai da criança, Claiton Bogado do Prado, a solicitação era para a maternidade pagar mensalmente R$ 4 mil, referente ao custeio de três enfermeiras para cuidar do recém-nascido.

Além disso, ele queria que fossem custeados os tratamentos médicos necessários, o acompanhamento de pediatra e medicamentos, além de psicólogo e babá.

O pai das crianças alega que o falecimento ocorreu por erro médico e por vício na prestação do serviço oferecido pela maternidade. Ele também pretende entrar com ação de reparação de danos.

Em seu voto, o desembargador Dorival Renato Pavan lembrou que a gestante fez o pré-natal, apresentando perfeitas condições de saúde.

“Por ora, basta constatar que não obstante bem de saúde, a esposa do autor faleceu, no momento em que deveria ser uma simples cirurgia de cesariana, para parto da criança que nasceu e que, logo depois, esteve privada da mãe, falecida na cirurgia. Daí por que entendo que se encontra presente a verossimilhança das alegações”, afirmou.

No entanto, o desembargador entendeu que a presença de três enfermeiras, o acompanhamento médico e os medicamentos são desnecessários já que o recém-nascido é saudável e as despesas seriam arcadas pelo pai, independentemente da morte da mãe.

“As duas crianças, uma das quais recém-nascida, não poderão contar com o amparo e os cuidados da mãe, tampouco com o aleitamento materno, necessário para o completo desenvolvimento da criança. E de um pai, que trabalha para a mantença da família e que não tem como cuidar das crianças em período integral. Daí por que deve ser deferida a medida apenas quanto à babá, para acompanhar as crianças no momento em que o pai precisar se ausentar”, disse.

Na época da morte, a maternidade alegou que Roseleide havia sido vítima de uma doença rara, mas a família também teve de acionar a Justiça para conseguir o laudo.



Conheço o Sr.Claiton, o marido da moça que faleceu, a verdade precisa mostrada. A maternidade não tem culpa da irresponsabilidade do Marido. Esse moça e as crianças sofreram muito nas mãos dele. Passaram fome e dormiam ate no relento, a mãe gravida e as crianças. Todos que moram no bairro sabem da vida dele, estou muito preocupada com as crianças..Esse rapaz só esta querendo se aproveitar da situação, nunca deu assistência para a família. Seria importante a impreensa perguntar para os pais da moça como era o relacionamento do Sr.Claiton com a esposa...A verdade precisa aparecer......
 
Maria Aparecida em 08/07/2011 11:32:14
Meus PARABENS ao Srs. Desembargadores pela brilhante decisão.

Esperamos que as reinvidicações dos cidadões, sejam assim, atendidas

pois ainda acredito e espero muito por justiça.


abraços


NEY SALVIANO


 
zildeneis Salviano em 07/07/2011 07:28:50
Toda cirurgia é passivo de risco de Morte. Quero deixar registrado que a minha filha nasceu neste hospital e minha esposa teve sérias complicações no parto, acompanhei o esforço que a equipe medica no momento do procedimento e quero agradece-los por terem salvo a vida da minha esposa e minha filha que ficou 2 meses na UTI Neonatal. Diariamente este pessoal salva a vida de inúmeras crianças prematuras e tenho a certeza que as mães que tiveram filhos prematuros e passaram por sérias complicações no parto, são agradecidas ao trabalho dos médicos da maternidade. Ficar com uma filha internada 2 meses na UTI Neonatal, não é fácil pessoal. Sou muito agradecido aos médicos da Maternidade, e , como passei por um momento difícil, eles não mediram esforços para salvar a minha esposa e minha filhinha. Infelizmente, fatalidade existe, será que é divulgado quantas crianças são salvas por ano, na Maternidade? Sabemos que não fazem mas que a sua obrigação. Mas é importante reconhecer os meritos deste hospital.
Só quem passa por esse momento difícil é que sabe reconhecer a importância deste hospital na vida dos sul-mato-grossense.

Carlos Eduardo
 
carlos eduardo em 07/07/2011 04:12:21
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