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Capital

Após um ano, família de Brunão pede justiça com protesto na Afonso Pena

Por Jeozadaque Garcia e Francisco Júnior | 19/03/2012 19:56
Protesto reuniu dezenas de pessoas na boate onde Brunão foi morto; familiares pedem agilidade da justiça. (Foto: João Garrigó)
Protesto reuniu dezenas de pessoas na boate onde Brunão foi morto; familiares pedem agilidade da justiça. (Foto: João Garrigó)

Familiares e amigos de Jefferson Bruno Escobar, o Brunão, morto após uma confusão no dia 19 de março do ano passado, realizaram um manifesto na noite desta segunda-feira (19) em frente a boate onde o segurança morreu para pedir justiça. Com faixas e camisetas com fotos e frases que remetem ao crime, eles cobram agilidade do Poder Judiciário.

“Até agora nada de concreto foi feito pela Justiça nesse caso. Hoje é um dia de muita revolta, de tristeza. Eu já perdi a alegria de viver e ainda não consegui refazer minha vida. Foi um ano de muita dor e sofrimento para toda a família”, lamenta o pai de Brunão, João Márcio Escobar.

O segurança foi morto após uma confusão dentro de uma boate localizada na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, quando retirava Cristhiano Luna de Almeida, de 23 anos, da casa noturna em que trabalhava, após ele ter se envolvido em uma confusão com um garçom no local.

Luna foi solto por determinação do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), mas tem que cumprir algumas regras, como não ingerir bebidas alcoólicas, não frequentar casas noturnas e clubes de luta e não chegar em casa após às 22 horas.

Um recurso impetrado pela defesa, para retirar as qualificadoras, será julgado no próximo dia 27.

A mãe de Bruno, Edcelma Gomes Vieira, disse que a morte do filho “é uma dor que nunca vai acabar”, e cobra também a condenação de Luna. “Espero que uma mãe nunca sinta a dor que eu sinto há um ano”, diz.

Prima de Brunão, a operadora de caixa Helena Escobar, de 35 anos, diz que “nada foi feito pela Justiça até agora”. Para ela, foi um ano de muita dor para toda a família.

“Jamais esperaríamos que uma coisa dessas acontecesse. Estamos indignados com toda essa inércia da Justiça”, critica.

Perdão - Após a morte do filho, João buscou conforto no espiritismo. Ele conta que já recebeu quatro cartas psicografadas por Brunão e, na última delas, o filho pediu para que ele perdoasse Luna.

“Na primeira carta eu vi que era meu filho, pois contou detalhes da vida, como éramos companheiros e relembrou algumas passagens”, conta. “Oro todas as noites, mas meu coração ainda não está pronto para perdoar”, finaliza.

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