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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

10/09/2011 12:51

Seis meses após morte, pai de Brunão cumpre promessa e abre fundação

Paula Maciulevicius

Fundação Bruno Escobar começa a funcionar no próximo dia 20

João Escobar: “não quero justiça com as próprias mãos. Eu quero o que é justo. Nada vai trazer meu filho de volta”. (Foto: João Garrigó)João Escobar: “não quero justiça com as próprias mãos. Eu quero o que é justo. Nada vai trazer meu filho de volta”. (Foto: João Garrigó)

A Fundação Bruno Escobar está a poucos dias de sair do papel. A promessa que João Márcio Escobar fez ao filho morto por Cristhiano Luna enquanto trabalhava como segurança em uma casa noturna, vai se tornar realidade.

Hoje, durante mais uma manifestação de famílias vítimas da violência, na esquina da avenida Afonso Pena com a rua 14 de Julho, João Escobar já podia comemorar uma vitória no caminho da Justiça pela morte de Jefferson Bruno Escobar, a Fundação inaugura dia 20 deste mês.

Os protestos pedindo por Justiça e para que o caso não caia no esquecimento é apenas uma das ações que a Fundação vai abraçar. A iniciativa de lutar pelo que é justo para os autores da violência virou bandeira para João. As manifestações feitas praticamente todos os meses desde março de 2011, inclui em cada protesto mais uma família vítima da criminalidade.

“Estamos nós, a mãe da Bruna, convidei também a família do Manoel Dudu”, conta se referindo ao assalto que terminou na morte do taxista no último dia 26 de agosto.

“A mãe do Paulinho conseguiu na Justiça que o criminoso fosse apenado. É isso que a gente quer, eu não quero que ele mofe na cadeia, nem fazer justiça com as próprias mãos eu quero. Eu só quero o que é justo, o que for decidido pelo Júri”, declara sobre a condenação de Cristhiano Luna.

As famílias vítimas da criminalidade se abraçam na tentativa de dar consolo umas às outras e força na hora em que pais e filhos mais precisam. “Eu fui até o ponto de táxi em que ele trabalhava. Agora o filho dele que está ali e no mesmo carro”, relata João.

O trabalho da Fundação, além de unir os familiares vai ser empenhado também em campanhas contra a violência nas escolas. “Vamos estar com pré-adolescentes, adolescentes, jovens e adultos. A sociedade não pode se calar. A violência está banalizada, virando uma coisa comum. Precisamos fazer alguma coisa”, declara o pai de Brunão.

Eliane Aparecida da Silva, mãe de Bruna: “ela tirou a vida da minha filha, ficou 3 meses presa e agora está solta. Eu quero Justiça e vou lutar”. (Foto: João Garrigó)Eliane Aparecida da Silva, mãe de Bruna: “ela tirou a vida da minha filha, ficou 3 meses presa e agora está solta. Eu quero Justiça e vou lutar”. (Foto: João Garrigó)

O fato de não deixar a “peteca” cair e lutar com todas as forças contra a violência teve como base também o exemplo da Fundação paulista Ives Ota, criada em 1997 pelo casal Massataka e Keiko Ota, depois que o filho de apenas 8 anos, foi assassinado por três homens em sua própria casa, na Zona Leste de São Paulo.

O menino Ives morreu porque reconheceu um dos sequestradores, que fazia a segurança nas lojas do pai.

“A impunidade é a grande responsável pela criminalidade. Eles cometem e não veem a punição, dá a impressão de que o crime compensa”, ressalta João.

Segundo o pai de Brunão, por esse motivo é que a bandeira levantada por ele vai continuar erguida.

“Nós temos que mudar urgentemente o Código de Processo Penal. O Judiciário fica refém do Código e acaba soltando quem comete crimes, como aconteceu com a Daniela, que matou a jovem Bruna. Ela ficou presa 84 dias, como não teve julgamento, eles soltaram. E se não solta é o Judiciário que pode ser preso”, fala.

O primeiro passo da Fundação é se reunir com o deputado federal Fábio Trad (PMDB), presidente da comissão do novo Código de Processo Civil.

“A Fundação vai falar com a comissão. Nós temos que mudar isso logo e envolver toda a sociedade que é a maior interessada”, acredita João.

O projeto de novo Código de Processo Civil foi elaborado por uma comissão de juristas coordenada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux - então ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O texto, que já foi aprovado pelo Senado em dezembro do ano passado, tem como principal objetivo dar agilidade à tramitação das ações, com a limitação de recursos e de formalismos desnecessários, o reforço à jurisprudência e a criação de um mecanismo para a resolução, em apenas uma decisão, de causas que se repetem no Judiciário.

“Eu prometi para no caixão do meu filho que enquanto eu tivesse vida eu ia lutar por Justiça. A gente tem que continuar, ele não vai voltar, mas o que me resta é a luta”, finaliza a mãe de Brunão, Edcelma Vieira Gomes.



é a saudade é grande, Brunão grande no tamanho e no coração, justiça concerteza mesmo de longe estou aqui a espera da justiça por que realmente ninguém vai trazer nosso querido Brunão de volta só quem conheceu para saber quem foi ele... família do Brunão com nós amigos do Brunão
 
Cintia Peters em 12/09/2011 09:23:10
E nesse momento tem que se lutar para que o código penal mude também, parabéns pela iniciativa, e espero que tudo de certo.
 
sandra lima em 10/09/2011 08:52:53
É uma pena que isso é criado sempre para pedir dinheiro para manter, essas fundações e oOngs geralmente fica pedindo deinheiro para se manter.
 
luiz alves em 10/09/2011 08:01:43
Essa famílias está mais do que certos, fazendo manifestações para pedir justiça. Cheguei a conclusão que está muito fácil tirar a vida do nossos antes queridos isto é, assassinar mesmo. Quando é julgados e condenados vai responder em liberdades isso é uma vergonha! Como diz grande jornalista Boris.
 
Eva Melgarejo em 10/09/2011 07:52:56
Bravo!!! senhor João Márcio Escobar, sua atitude é de sensibilizar qualquer cidadão, que tenha um coração pulsando no peito.
É lindo de ver a luta efetiva de um pai, que Amou e soube Educar seu filho. Hoje esse tipo de família está em extinção...por isso tanta violência, praticada por filhos de VERDADEIRAS chocadeiras, que não sabem educar, não sabem colocar limites em filhos ainda pequenos, que crescem feito MONSTROS sem rumo...e ceifam vidas de entes queridos. Deixando famílias mutiladas pela dor, que sofrem pela perda de um membro, que seria incapaz de fazer mal a outro ser humano. Por ter aprendido no seu berço familiar, o verdadeiro significado do AMOR e consequentemente o SIGNIFICADO DE UMA VIDA. Isso é ser "GENTE".
PARABÈNS!!!! a todos os JOÂO MÀRCIO, que souberam educar sua próle e têm nos ensinado a cada dia a lutar FIRMEMENTE pelo seu objetivo que é a "LUTA CONTRA A IMPUNIDADE."
Obrigada, pela lição de vida e Boa Sorte sempre.
 
neyde de oliveira em 10/09/2011 06:53:44
A pior dor que um pai e/ou uma mãe podem sentir é a dor da perda de um filho... é um luto que perdura até o fim de suas vidas! Ver seu filho nascer, acompanhar seu desenvolvimento, seus primeiros passos, suas primeiras palavras, enfim, vê-lo viver, para depois alguém, injustamente, dele tirar a vida, é muito doloroso! Força aos pais e familiares do jovem assassinado, e confiem no Mestre Jesus!
 
Carlos Renato Lopes em 10/09/2011 04:29:34
Concordo plenamente,nao se pode deixar impune qualquer tipo de crime, podem contar comigo,que DEUS ABENCOE ESTAS FAMILIAS.
 
Regina Celia em 10/09/2011 02:16:18
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