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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

23/09/2013 20:04

Artistas querem que Lei do Silêncio diferencie música de "barulho"

Mariana Lopes
Debates entre classe artítica levantou propostas para complementar a Lei (Foto: Mariana Lopes)Debates entre classe artítica levantou propostas para complementar a Lei (Foto: Mariana Lopes)

Após muitas polêmicas e muitos shows interditados, artistas de Campo Grande se reuniram na tarde desta segunda-feira (23), na Escola de Governo, para debater propostas para complementar a Lei do Silêncio na Capital. As sugestões serão relacionadas e encaminhadas à Câmara Municipal, através do vereador Eduardo Romero (PT do B).

As principais propostas foram levadas pelo músico Raimundo Galvão, que sugeriu não uma mudança, mas sim que a lei seja complementada. A primeira sugestão é de que seja colocado um tópico que diferencie ruído de música. “Os bares estão virando boate, a lei está confiando a cultura a quatro paredes”, pontuou o músico.

A outra sugestão é de que a música seja conceituada na Lei, assim como o barulho. Galvão ainda propôs que seja melhor aplicada a fiscalização e medição dos decibéis. “O volume tem que ser medido dentro da casa de quem fizer a reclamação e não com o aparelho grudado na caixa de som”, critica Galvão.

A última proposta levada pelo músico foi de ser criada uma comissão cultural para avaliar as licenças ambientais. “Precisamos de gente que proponha cultura, que ajude a gerar cultura na nossa cidade”, defendeu Raimundo Galvão.

Sobre as propostas, a presidente da Comissão de Meio Ambiente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Helena Clara Koplan, a medição dos decibéis devem seguir um protocolo, então cabe à pessoa autuada observar e, se for o caso, denunciar a fiscalização incorreta.

“Todo cidadão tem o direito à cultura e ao lazer, isso é constitucional e deve ser respeitado”, salientou Helena. Contudo, ela ponderou que o direito coletivo e o direito individual devem encontrar um equilíbrio.

Segundo o vereador Eduardo Romero, a forma de conduzir os trabalhos de fiscalização pode ser resolvida em um prazo menor do que ao complemento da Lei do Silêncio, que depende do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente).

 



Música não é barulho? Coloque qualquer tipo de música em volume alto que ela incomoda muito, em especial para quem não aprecie o estilo musical.
 
João Dias em 18/02/2014 22:29:23
Acredito que os artistas/musicos precisam é de um local para se apresentarem, respeitando a população e os musicos. Fazer grandes shows sem atrapalhar a rotina dos trabalhadores e o sossego familiar.
Para melhorar a cultura não é só musica, vai muito além.
 
Nayara Cesario em 24/09/2013 18:21:15
Se o problema é só descansar, porque acordam antes do sol clarear e o som prejudica esse descanso, me expliquem o caso do Mada que só funciona das 11 da manhã até às 19hs e está proibido de ter som ao vivo.
Quem quer mudança na lei não quer prejudicar ninguém, sou dono de bar e nós religiosamente acabamos o som ao vivo às 22:40hs no máximo, acho que esse horário não é prejudicial, mas hoje com essa lei, se um vizinho encrespar ele fecha meu bar. E ai como fica?
 
Sergio Luiz em 24/09/2013 16:20:37
Sr João Alves de Souza, é triste saber que existe pessoas tão ignorantes quanto o sr, que pensa desta forma: "(...)Esse pessoal quer ficar somente fazendo rela bucho e enchendo a cara de álcool e algo mais e para piorar achando os tais para sair dirigindo com enormes possibilidades de se matarem e matarem outras pessoas inocentes no trânsito.Essas casas noturnas é um incentivo a muito sofrimento para a sociedade em nada contribuem. Só dá cachaceiro."
Eu frequento estes lugares, e saiba, não bebo! Gosto da música, de estar com amigos e ter um bom papo. Temos que ser maleáveis, mas vejo que a maioria é tão caxias, ao ponto de ligar pra PM por que deixaram cair uma agulha no chão. Independente do gosto, música é cultura, até mesmo o funk. Apesar de não gostar do estilo, eu respeito.
 
Diego de Oliveira Areco em 24/09/2013 12:47:02
Gente, vamos usar o bom senso!O empresário não pode se responsabilizar por fatos acontecidos no entorno de seu estabelecimento,isso é de competência pública, usemos então de nossa polícia.Segurança particular, é pra cuidar de dentro e não de fora.
Os incentivos para nós empresários já não existem, então que façamos a nossa parte, e a segurança pública que faça a dela.
Mériele,parabéns pelo seu discernimento!É claro que não queremos incomodar a população, é claro que existe um limite de tolerância, é óbvio que os cidadãos precisam descansar, eu também quero e preciso descansar, mas necessito trabalhar e oferecer emprego, pelo amor de Deus vejam isso.
Fazer música, é fazer bem a alma!Repito:sem incomodar o alheio, entendam, também gostamos da ordem, e necessitamos dela.
 
renata christóforo em 24/09/2013 11:16:53
Cultura é um dos bens mais preciosos da humanidade, portanto é preciso dar a importância dela e fazer com que a lei reconheça isso. Pra lei do silêncio, um canário é um criminoso ambiental, pois canta em 75 decibéis, onde o permitido é 60. A lei não diferencia o som de um canhão, do som de uma nota no piano. Música não é barulho! Isso não é uma cilada, é uma definição humana. Volume, intensidade de som é outra questão é aí onde a lei deve agir e ela existe pra isso! A lei do silêncio tem que ser implacável contra os ruídos que causam doença, não com o canto de um canário que causa felicidade. É essa confusão que está gerando problema na sociedade. O órgão fiscalizador ao invés de focar nos ruídos, nos barulhos pune a música e as manifestações culturais!
 
Raimundo Edmário Guimarães Galvão em 24/09/2013 11:11:09
Suely Santos:
Você dorme dentro ou fora de casa? Porque as pessoas estão reclamando que querem sossego para dormir e descansar...
 
Mériele Oliveira Pereira em 24/09/2013 10:33:53
Apontar problemas é muito fácil. Quero ver é ajudar a encontrar soluções, como estão fazendo os profissionais do entretenimento e da cultura.
E entendam que, para que as coisas funcionem de maneira justa, todos têm que ceder um pouco. Ninguém pode ser tão intolerante ou intransigente.
É muito fácil fechar as casas noturnas, os bares com música ao vivo e afins. E onde serão realocados os funcionários desses estabelecimentos? Nas casas de vocês? Tenho certeza que não.
E sim, tenho estabelecimentos barulhentos (e irregulares) perto da minha casa. Sei que o meu direito termina quando começa o do próximo.
Entretanto, eu entendo que todos têm direito à cultura e entretenimento. Só acho que é preciso encontrar um equilíbrio para favorecer os que precisam trabalhar e também os incomodados.
 
Mériele Oliveira Pereira em 24/09/2013 10:32:03
Só respondendo ao Rafael Santos:
O Rock In Rio quase foi barrado sim, mas pela falta de estrutura para atendimento médico, e não por barulho.
Quando se fala em música, cultura - especificamente - não se fala de baile funk, de badernas aleatórias ou casas que operam irregularmente. Fala-se de estabelecimentos que tem certa regularidade, endereço fixo, que pagam impostos, que geram emprego, trabalho e renda, e que servem de fonte de sustento para pais e mães de família.
Agora eu pergunto: Esses que classificam tudo como baderna e querem extinguir a música estão dispostos a apadrinhar as famílias que vão ficar sem sustento? Vocês vão assumir as contas desses trabalhadores que ficarão desamparados? Vão levar para suas casas os filhos deles que passarão necessidade? Não né?
 
Mériele Oliveira Pereira em 24/09/2013 10:26:17
Marcos Cesar, está 100% certo.
Quem irá definir o que é arte, o que é música?
 
ricardo rodrigues em 24/09/2013 08:51:30
Rafael, o Pedido de embargo dos shows do Rock in Rio não foi por causa de barulho e sim por causa de problemas na área médica, que estava fora das normas. Nayara, acho que você não deve ter lido direito a reportagem. Em nenhum momento a reportagem disse de musicas em carros em residências. A mudança na lei é para tratar de bares e boates com música ao vivo. Aos que estão discutindo gosto musical, só tenho uma observação: Respeitem o gosto dos outros, pois já diz um velho ditado: "Gosto é igual **, cada um tem o seu"
 
Diego de Oliveira Areco em 24/09/2013 08:46:02
Sigo o raciocínio do Marcos Cesar, o funk é o quê? Se for seguir a linguagem cultural q o senhor Raimundo Galvão defende acredito q esse estilo não se encaixa em cultura (à não ser q estejam falando de educação sexual da pior qualidade). Essa sugestão de medir o barulho de dentro da casa do reclamante é brincadeira né? Você com sua família e amigos não pode ir pra varanda de casa porque lá tem barulho, então como dentro de casa o barulho tá dentro da lei, tá beleza, fiquem confinados enquanto a turma se diverte lá fora, isso como diz a garotada: "tá sem noção". Sugiro mais fiscalização e mais pessoal para o atendimento ao cidadão que vêm sofrendo esse tipo de desrespeito.
 
Suely Santos em 24/09/2013 08:41:04
Que me perdoe a Sr. Helena, mas o assunto aqui não se trata de equilíbrio entre o individual e coletivo.
A não ser que o coletivo ela se refira a grande maioria que trabalha a semana inteira e
precisa levantar as vezes antes do sol raiar para chegar em tempo ao serviço, e individual o empresário do ramo de diversão que não quer se adequar as normas vigentes que diminuirão a sua margem de lucro. E então difundem essa falsa ideia de quem quer o seu sagrado direito de dormir e descansar ser contra a cultura.
Devemos sim não esquecermos do "velho" principio do direito, "O meu direito termina, quando começa o do próximo".
 
Max Anderson em 24/09/2013 08:39:25
Carlos Lima me desculpe mas chamar pessoas que querem classificar o que é música e o que é barulho de intelectuais é encher demais a bola dos oreias, isso não pode ser feito, gosto é gosto, infelizmente vivemos num país onde o gosto da maioria é terrível, mas acho que é assim em todo lugar, não podemos classificar música assim como não podemos classificar que cor é mais bonita, uns gostam do branco e outros do amarelo, é um monte de gente sem ter o que fazer discutindo coisas que não vão acontecer.
 
MAXIMILIANO RODRIGO ANTONIO NAHAS em 24/09/2013 08:33:04
Sugiro que os "shows" e a "cultura" tão queridos por certas pessoas sejam realizados ao lado da casa de cada "artista" e dando prioridade nos dias de folga de cada um. Aí eu quero ver. Só não vale reclamar, hein?
 
Marcelo Arbeiter em 24/09/2013 07:55:30
Concordo com Marcos, pois a musica é passível de análise subjetiva: o que é musica para um, poderá ser ruído para outro. Dessa forma, o que prevalecerá sobre o controle do silêncio, será a medida do nível de "decibéis" emitido pela fonte geradora.
 
Edson Chaves em 24/09/2013 07:54:55
Quem desejar ganhar dinheiro com a execução de música em alto volume, seja ao vivo, seja gravada, deve adequar o seu estabelecimento com material anti-ruído, apenas isso. Imaginem um cirurgião que necessita de descanso, pois a qualquer momento poderá ser chamado para realizar uma operação delicada estressado porque ouviu "música" a noite toda, ou porque não consegue descansar adequadamente.
 
Reginaldo Salomão em 24/09/2013 07:50:45
Parabéns a reportagem!Muito fiel ao apelo da classe artística!
 
renata christóforo em 24/09/2013 07:40:01
campo grande já é uma cidade parada, não tem muitas opções de lazer, e ainda quando queremos proporcionar algo diferente na cidade, pessoas que se incomodam ate com o barulho do carro que passa na rua, vem e conseguem tirar isto. Desculpa não concordo com essa lei, pois com a reclamação de poucos o resto sofre as consequências, não vamos ficar calados cultura e lazer e um direito de todos. agora quem não gosta não posso fazer nada!!!
 
Enzo Menezes em 24/09/2013 07:27:25
é engraçado que uma matéria com essa não tenha nenhum cometário cadê os músicos vamos nos manifestar gente coloque a sua opiniao aqui eu sou do interior e sei o quanto é difícil viver numa cidade que não tem apresentações artísticas vamos a luta de classe.
 
heleno junior em 24/09/2013 06:14:26
Acredito que o melhor é delimitarem zonas onde será possível trabalhar com música.
Se nem bafômetro a Polícia quase tem, imagina um decibelímetro.
Vocês somente pensam nos músicos, mas e os vizinhos sem noção que tocam o terror às segundas e terças-feiras??? Que se dane não é mesmo, vocês estão ganhando o seu, é o que importa...
 
Filipe Alberto em 24/09/2013 05:41:23
Peço juntamente com a comunidade Campo-grandense para que os vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande não entrem nessa "cilada" em achar diferença sobre "barulho e música" Para a vizinhança não existe essa diferença porque o que interessa é o silêncio para que as pessoas possam dormir e descansar para reposição das energias para um novo dia de trabalho. Nos finais de semana as pessoas precisam descansar para enfrentar novos desafios na semana seguinte.Esse pessoal quer ficar somente fazendo rela bucho e enchendo a cara de álcool e algo mais e para piorar achando os tais para sair dirigindo com enormes possibilidades de se matarem e matarem outras pessoas inocentes no trânsito.Essas casas noturnas é um incentivo a muito sofrimento para a sociedade em nada contribuem. Só dá cachaceiro.
 
João Alves de Souza em 24/09/2013 01:06:53
Diferencie o barulho da música... Bater em uma bigorna é, indiscutivelmente, barulho, enquanto que usar bigornas com batidas cadenciadas, com ritmo, faz parte de uma das óperas de Verdi, daí vira música.
E o gosto musical? Pagode é música para todo mundo? Rock? MPB? Sertanejo? Samba? Clássica? Jazz? Blues? Funk? Gospel? Alguém pode dizer que gosta de todos as músicas, encontradas em todos os estilos existentes? O freguês escolhe a sua tribo, o vizinho não, a não ser que se mude.
E a medição tem de ser feita já na calçada, se a caixa de som fica do lado de fora, então obviamente a medição vai ser feita próxima. O limite de decibéis se aplica em áreas públicas, a calçada é pública e o que acontece ali já afeta a coletividade.
 
Guilherme Arakaki em 24/09/2013 00:12:19
A polícia tem que fiscalizar com seriedade as ações de emissão de ruídos, não é classificando o que é música ou barulho, mas grande parte as chamadas "músicas" pra uns não passam de tortura nos ouvidos, música com qualidade não agride ninguém e se encontra em lugares adequados, Campo Grande tá feia na foto,parei de ligar rádios no meu carro é insuportável a qualidade....
 
Ivo Lemes em 23/09/2013 23:34:29
O direito do outro termina aonde começa o meu. Agora o vizinho chega coloca o som alto "diz ser musica" eu cansada e com criança pequena tenho que aturar o som do outro e com musica que não gosto. Você chama isso de cultura? Imagine se todos resolvessem colocar o som alto na sua própria casa, o que seria? Cultura ou poluição sonora? Lembrando que a acuidade auditiva é individual, pode não incomodar alguns, já outros podem criar um estresse e prejudicar na vida pessoal e profissional uma vez que pessoas trabalham de domingo a domingo. Eu acredito que essa critica deve ser bem analisada para evitar problemas mais tarde. Pronto falei.
 
Nayara Cesario em 23/09/2013 21:47:41
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK! ESSES INTELECTUAIS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! ATÉ PARECE QUE TEM DIFERENÇA PARA QUEM QUER SOSSEGO!!
 
CARLOS LIMA em 23/09/2013 21:17:27
Quero parabenizar o jornalismo do Campo Grande News pela cobertura excepcional que vem dando às questões da cultura de nossa cidade, em especial à luta dos artistas da capital por uma política cultural mais justa e humana!
Galvão
 
Raimundo Edmário Guimarães Galvão em 23/09/2013 20:52:39
O problema não é só o som gerado pelas casas noturnas e bares, é a baderna que isso causa na vizinhança, com carros acelerando o tempo todo, pessoas quase fazendo sexo na porta da sua casa, mijando, deixando lixo. Ai nessa hora ninguém é culpado, todo mundo joga para o poder público. E o barulho pode até respeitar os decibéis, mas dá para ouvir e incomoda do mesmo jeito dentro de casa. Só concorda com essa baderna quem não mora ao lado de uma. Fazer bagunça na casa do vizinho é fácil, quero ver esses que reclamam que Campo Grande é cidade de colchão e farmácia aguentar morar todo dia ao lado de um lugar desses. E não achem que é problema apenas de Campo Grande, pois o Ministério Público tentou barrar até o Rock In Rio, só que lá os organizados se adequaram.
 
Rafael Santos em 23/09/2013 20:29:33
Funk é musica ou é barulho??? Se é musica ou barulho depende do gosto de cada um .....este parâmetro não pode ser usado em nenhuma normatização....
 
marcos cesar em 23/09/2013 20:25:47
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