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Capital

Assassinato intensifica queixas de moradores sobre conveniência

Por Danúbia Burema | 23/01/2011 09:17

Vizinhos dizem que local é ponto de bagunça e tráfico

Para moradores, conveniência (ao fundo) aberta há três meses só tem trazido transtornos. (Foto: Simão Nogueira)
Para moradores, conveniência (ao fundo) aberta há três meses só tem trazido transtornos. (Foto: Simão Nogueira)

O assassinato de Leonardo da Silva Oliveira, de 24 anos, intensificou as críticas e reclamações dos moradores sobre a conveniência Jarrão, na avenida Marechal Deodoro, em Campo Grande, onde teve início a briga que terminou com a morte do rapaz.

Conforme comerciantes e vizinhos da conveniência, as madrugadas no local são marcadas por adolescentes consumindo bebida alcoólica, adultos ingerindo drogas e até cenas de sexo na rua. Eles mostraram, inclusive, preservativo jogado em calçadas nos arredores.

Apesar de indignados, os moradores que reclamam são unânimes em não se identificarem por temer represálias.

Uma técnica de enfermagem de 39 anos que mora perto do local conta que a conveniência funciona há 3 meses na Marechal Deodoro e desde então os moradores não conseguem descanso em uma só noite. “A gente trabalha e não tem como dormir“, pontua.

“Ligo para a Polícia seis ou sete vezes por noite”, diz outra moradora, de 52 anos.

Um professor de 50 anos que também mora nas proximidades diz que foi orientado pela Polícia a acionar o Ministério Público porque não há como proibir a atividade do comerciante uma vez que ele tem alvará. “Aí se você denuncia põe a cara a tapa vai ser punido aí”, teme.

A conveniência estava fechada nesta manhã e por isso não foi possível conversar com o proprietário sobre as reclamações dos vizinhos.

Crime – Um comerciante de 62 anos que foi acordado pelos tiros afirma que o assassinato “demorou a acontecer”, considerando que os problemas na conveniência já ocorrem há três meses.

Leonardo foi morto com pelo menos dois tiros quando havia acabado de sair do local, nesta manhã. Testemunhas informaram ao pai da vítima, Doralício Borges de Oliveira, de 60 anos, que o filho tinha se envolvido em uma discussão antes do crime.

Após a briga, Leonardo decidiu ir embora e saiu com sua motocicleta Honda Titan de placas JYQ-1106, mas parou para esperar pelo amigo quando foi atingido pelos disparos feitos por dois homens em uma motocicleta.

O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado, mas quando chegou ao local o jovem já estava morto. O jovem trabalhava com porteiro e, segundo a família, não usava entorpecente nem consumia bebida alcoólica, apenas gostava de sair.

Segundo a Polícia, ele tinha apenas uma passagem por lesão corporal dolosa, crime cometido em 2008.

Enquanto registrava boletim de ocorrência na delegacia, o pai lembrou que havia acabado de falar com o filho pelo telefone pedindo que voltasse para casa porque ele tinha que ir à igreja.

“Cinco minutos depois recebi a ligação dizendo que ele estava morto. Fazer o quê? Esse mundo está cheio de coisa ruim”, desabafou.

A conveniência está fechada esta manhã. O Campo Grande News tentou falar com alguém no estabelecimento, por telefone, mas o número indicado na fachada, mas a informação é de que é inexistente.

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