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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

14/09/2012 11:00

Assembleia confirma fim da greve de professores na UFMS, após 84 dias

Paula Maciulevicius
A votação referenda o fim da greve e decide o retorno imediato às aulas. (Foto: Minamar Júnior)A votação referenda o fim da greve e decide o retorno imediato às aulas. (Foto: Minamar Júnior)

Na manhã de hoje a Adufms (Associação dos Docentes da UFMS) votou pelo fim da greve dos professores da universidade. Na quarta-feira, uma reunião preliminar já tinha decidido o mesmo entre o comando de greve, que começou há 84 dias.

No auditório do LAC (Laboratório de Análises Clínicas) da universidade, professores que fazem parte do comando e associados à Adufms, votaram por duas vezes pelo retorno às aulas. A primeira foi para confirmar o já decidido na quarta-feira e a segunda, foi pelo retorno imediato. As duas somaram 84 votos.

No entanto, há um conflito entre professores do comando e do sindicato. A Adufms decidiu que volta imediatamente às aulas, enquanto o comando havia decidido o retorno para o próximo dia 20.

“O comando de greve é um grupo de professores constituídos para a mobilização. Todavia, quem decide sobre começo e o fim é o sindicato. Houve conflito por decisões políticas”, disse o presidente da Associação, professor Paulo Haidamus.

A votação desta manhã acontecia simultaneamente nas outras 10 unidades da UFMS pelo Estado. Ainda nesta manhã serão contabilizados os votos de Aquidauana, Corumbá, Três Lagoas, Paranaíba, Chapadão do Sul, Bonito, Naviraí, Coxim, Ponta Porã e Nova Andradina para confirmar se foi alcançado os 25% dos votos conforme previsto o estatuto.

“Se não houver 215 votos, vamos convocar hoje uma nova assembleia para 3ª feira, para que seja referendada”, comentou Haidamus. Para o presidente houve a participação esperada para Campo Grande.

Segundo o presidente da Associação, Paulo Haidamus, o retorno só depende da universidade reestabelecer o calendário. (Foto: Minamar Júnior)Segundo o presidente da Associação, Paulo Haidamus, o retorno só depende da universidade reestabelecer o calendário. (Foto: Minamar Júnior)

A votação da Adufms referenda e decide o retorno imediato da greve, que agora, segundo Haidamus só depende da reitoria da UFMS para reestabelecer o calendário.

O comando de greve, contrário ao imediatismo, pretende realizar no dia 20, data para quando ficou decidida a retomada das aulas, uma manifestação na rua Barão do Rio Branco com a 14 de Julho, como protesto contra a proposta do Governo Federal.

O acordo fechado com o Ministério do Planejamento prevê reajuste de 25% a 40% diluído até 2015 aos professores.

“Não satisfaz, mas segundo o Governo, o acordo com os professoreas foi um dos melhores”, completou o presidente.

Poucos estudantes participaram da assembleia de hoje. A acadêmica de Arquitetura Arielle nogueira, 24 anos, foi contrária ao término da greve.

“Achei que não devia ter terminado. No nosso entendimento, não alcançou a pauta. E o comando havia decidido volltar dia 20, agora os professores que não eram a favor vão empurrar o conteúdo pra terminar o primeiro semestre e começar o segundo o quanto antes. Mas como a mesa aqui disse, eles são soberanos”, comentou.

Paralisção - A UFMS entrou em greve no dia 21 de junho. Das 59 universidades, apenas duas não aderiram ao movimento que começou no dia 17 de maio. O Governo Federal apresentou duas propostas, oferecendo primeiramente reajuste partindo de 12%, seguido de 25% em cima da remuneração de março, quando houve aumento de 4%. Para os professores titulares, o índice atingiria até 40%, pagos em três parcelas, de 2013 a 2015. Esta proposta foi aceita apenas pelo Proifes.

Em agosto o Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino) fez uma contraproposta, que foi negada pelo Governo, sob alegação de já ter encerrado as negociações.



Que os professores precisam ser valorizados (melhores salários, condições de trabalho, estrutura), é fato. Agora, "nunca na história desse país" após um período de greve, os educadores tiveram conciência e o mesmo senso de justiça que cobram dos governantes, na reposição das aulas não ministradas. É trabalho daqui, empurra com a barriga dalí... O prejuízo é dos alunos. Mão na conciencia mestres.
 
Aldrovani Carvalho em 15/09/2012 07:36:52
Discordo de você Roberto, pelo fato do direito de greve estar previsto na própria Carta Magna de 1988. A greve foi um movimento nacional, não podemos indagar falta de produtividade dos professores, ou que é uma "mamata" a UFMS. Não é por esse motivo que deixam de ser bons profissionais, tenho excelentes professores no meu curso, que não quiseram aderir à greve, mas foram obrigados.
 
Edson Borges em 14/09/2012 12:47:00
O problema maior não é o reajuste salarial mas sim o Plano de Cargos e Carreiras. O incrível é que quando se fala de aumento salarial e carreira para os políticos ninguém critica tanto mas quando é para o professor, que é quem trabalha com formação profissional no país, as pessoas julgam sem saber a realidade de quem está nessa carreira (acham que conhecem mas nem sabem o que andam dizendo)...
 
Paula Rodrigues em 14/09/2012 12:33:36
A moleza acabou? 85 dias de férias remuneradas, que moleza heim, o ensino vai ser sucateado, reclamar aumento de remuneração é fácil, será que a qualidade do ensino irá melhorar? Será que os professores vão ser mais profissionais? E a produtividade dos mesmos será fiscalizada? Não é novidade para ninguém a mamata que é a UFMS, um buraco negro de dinheiro público.
 
Roberto Inzagaki em 14/09/2012 11:19:08
... continuem no poder, ou passem os cargos eletivos para seus espólios. Atenciosamente!
 
Régis Marlo - em 14/09/2012 10:03:38
... com o ensino de qualidade dos alunos. Se quisermos sermos um país mais qualificado a solução é muito clara, investir na educação. Lembremos também que a culpa de todos estes dias parados é única e exclusiva do Governo Federal que não prestigia a classe dos professores e senta pra negociar. Fato é que os nossos políticos preferem que nossa sociedade continuem na ignorância, assim eles ...
 
Régis Marlo - em 14/09/2012 10:01:22
Caros internautas, deixo claro que minha intenção é enriquecer o discurso, e não afrontar ninguém. Sou ex-aluno da UFOP e sei que tem professores que não tem profissionalismo, mas generalizar não seria justo, e acredito que quanto melhor o PCC melhor selecionaremos professores. Lembrem-sem o que a iniciativa privada faz, mandam professores com salários altos embora e não estão preocupados ...
 
Régis Marlo - em 14/09/2012 09:56:01
Incrível um país que gastará 70 bi numa copa do mundo e se recusa a investir corretamente na educação. Não tem como estar contra essa greve. E sou aluno da UFMS. Sei da falta de estrutura que está, e é graças aos professores que, superando as dificuldades, colocam a UFMS entre as melhores do país. Merecem ganhar mais sim, merecem planos de carreira melhor sim.
 
Jean K Santos em 14/09/2012 06:22:50
Corrigindo: ... entao com 38 vc estará recebendo 10000 (bruto).
 
Carlos Silva em 14/09/2012 06:07:50
Roberto, 2000 por projeto? Me diz de onde vc tirou isso. Não comece a inventar coisas. Dinheiro de projeto é para pagar equipamentos, bolsas para alunos, congressos, etc. Todos os gastos são comprovados, nenhuma agencia de fomento vai ficar dando dinheiro para professor fazer compras.
 
Carlos Silva em 14/09/2012 06:06:00
Roberto... Para ganhar 10000 primeiro você precisar ser doutor. E depois, até chegar a ser Associado I, leva-se no MINIMO 8 anos. Se vc acha fácil, tente fazer um doutorado. Se vc conseguir terminar digamos com uns 30 anos, entao com 30 vc estará recebendo 10000 (bruto). Um policial federal pode ganhar mais do que isso só com graduação aos 22 anos de idade.
 
Carlos Silva em 14/09/2012 06:03:00
Palhaçada isso, 84 dias de atraso no decorrer acadêmico dos estudantes da UFMS. Imagino como devem estar aqueles alunos que estão prestes a formar em relação a essa greve.
 
Danillo Acosta em 14/09/2012 03:12:30
Régis Melo
Sou formado pela UFMS e sei como é a falta de comprometimento de uma boa parte dos professores da instituição, no Brasil um professor do ensino SUPERIOR público ganha muito bem (acima dos 10000 facilmente com pouco tempo de carreira) + 2000 por projeto feito por acadêmicos, sem contar que eles NÃO trabalham com dedicação exclusivas, cheio de esquemas por fora.
 
Roberto Inzagaki em 14/09/2012 02:54:44
Caro Roberto Inzagaki! Vamos pensar um pouquinho mais além. Se os professores tivessem melhores salários, os melhores profissionais iriam querer ser professores e não estariam em empresas que pagam melhor.
Você não desejaria que os seus professores fossem os melhores profissionais de sua área? Pra isto a profissão de professor deve ser atraente.
Atenciosamente.
 
Régis Marlo - em 14/09/2012 02:15:51
Quanto ao direito de greve, sim, está previsto na nossa utópica constituição (que mais parece um livrinho de piadas) porém, não está regulamentado, por concesso adota-se as regras da CLT só que como nossa ``carta magna`` prega também que o serviço público é indisponível e não pode parar o STF já determinou que tem de haver um mínimo de 30% funcionando sempre, o QUE NUNCA É CUMPRIDO, Brasil sil sil
 
Roberto Inzagaki em 14/09/2012 01:47:27
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