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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

25/03/2015 11:25

Associação diz que polícia faz “vista grossa” em casos envolvendo travestis

Filipe Prado

Associação das Travestis e Transexuais de Mato Grosso do Sul, presidida por Cris Stefanny, alegou que a polícia faz “vista grossa” quando há casos envolvendo travestis no Estado. Em menos de um mês, dois travestis foram assassinados em Campo Grande, mas os autores ainda não foram presos.

Cris assegurou que as mortes não são os únicos casos em que a polícia “olha de forma imparcial”. “É um afrouxamento das políticas públicas e está ficando cada vez pior. Eles estão mostrando que as pessoas podem espancar, matar travestir que não dá em nada”.

Ela alegou está esperando uma reunião com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) para acabar com as “atrocidades” que estão ocorrendo com as travestis. “Eu não estou vendo soluções”, comentou Cris.

Mas a presidente apontou que muitas autoridades, principalmente no meio jurídico, tem aberto portas e garantindo os direitos dos travestis, mas alega que no meio policial há um preconceito. “Nós somos contra a violência contra o policial também. Contra qualquer violência”, afirmou.

Mortes - Adriana, 22 anos, estava na casa de uns amigos, no dia 22 deste mês, quando saiu para comer, no momento que uma motocicleta de cor preta, ocupada por duas pessoas, estacionou o veículo, sacou uma arma de fogo e disparou três vezes contra a travesti, sendo que dois disparos atingiram a vítima, um na barriga e outro no peito.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Alexandre Evangelista, da 2ª DP, o acusado foi identificado e um mandado de prisão expedido, mas a delegacia deu prazo que para ele se entregue voluntariamente.

A travesti Ágata Renata, 23 anos, foi encontrada morta no dia 27 de fevereiro às margens do córrego Imbirussú, entre os bairros Zé Pereira e Vila Almeida, a polícia acredita que a morte ocorreu há pelo menos dois dias. Segundo o delegado da 7ª DP, Geraldo Marin, a hipótese de que a travesti tenha sido estuprada e posteriormente jogada no córrego não está descartada , no entanto, a confirmação só deve acontecer em 10 dias após a conclusão do laudo necroscópico.

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