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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

02/02/2011 19:28

Atropelamento de criança de 6 anos expõe insegurança em avenida “sem nome”

Marcio Breda
Crianças andam pela Avenida do complexo Imbirussu Serradinho, no local em que uma criança de 6 anos foi atropelada na tarde de quarta-feira (2). Foto: João Garrigó Crianças andam pela Avenida do complexo Imbirussu Serradinho, no local em que uma criança de 6 anos foi atropelada na tarde de quarta-feira (2). Foto: João Garrigó

Com apenas 11 anos, M. carrega a culpa pelo acidente sofrido pelo irmão de seis anos, atropelado por um caminhão no início da tarde de hoje (2) na Capital. Chorando, diz que o caçula “era um guri atentado”, que sempre o seguia pelas ruas da Vila Eliane e que não deveria ter descuidado nem por um momento.

A criança foi atropelada no cruzamento da Rua Itapiranga com a nova avenida construída no complexo Imbirussu Serradinho. A pista nem inaugurada foi, mas já revela mazelas, como alta velocidade e falta de sinalização horizontal.

Pequeno para a bicicleta do irmão, o menino sabia que tinha de parar, mas não conseguiu frear, invadiu a avenida e bateu na roda de um caminhão basculante.

O irmão mais velho correu para buscar a mãe, que mora a cerca de 500 metros do local. Na avenida, uma aglomeração de crianças e adultos sem saber o que fazer. “Fiquei orando por ele o tempo todo. Tão pequenininho. Era muito sangue. Ele se mexia de vez em quando, mas não tocamos. Esperamos chegar a ambulância”, diz Teresa Amorim, que mora em uma rua próxima ao acidente e ligou para a emergência.

“Ele não deveria ter descuidado o irmão”, repete a avó das crianças, Narcisa Arce, de 44 anos, que cuida da casa enquanto a mãe espera o fim da cirurgia na cabeça do caçula. Sedada, a avó busca razões para o acidente. Carros passando muito rápido, descuido do irmão, fatalidade do destino. Quando ouve o desabafo da avó, o garoto de 11 anos sente o peso da responsabilidade que não é dele.

Duas famílias moram em um antigo escritório empresarial “adaptado” para abrigar duas casas distintas, próximo a diversas distribuidoras de combustíveis e de um frigorífico. A diversão das crianças é atravessar o córrego Serradinho para empinar pipa em uma chácara. Porém, o mato e os pés de fruta foram substituídos por uma avenida de quatro pistas.

É comum cruzar com crianças andando pelo asfalto, em locais – a grande maioria do trajeto - onde a calçada ainda não foi construída.

A cirurgia de M. deve durar seis horas, de acordo com os médicos. Ele deu entrada na Santa Casa em estado gravíssimo com traumatismo craniano. Transtornada, a mãe, Graziele Arce Duarte acompanha o filho.

Teresa Amorim, vizinha do local do acidente. Só pude orar por ele. Foto: João Garrigó Teresa Amorim, vizinha do local do acidente. "Só pude orar por ele". Foto: João Garrigó
Transtornada, avó da criança, Narcisa Arce, tenta achar culpados para o acidente. Foto: João GarrigóTranstornada, avó da criança, Narcisa Arce, tenta achar culpados para o acidente. Foto: João Garrigó
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Fiz um comentário anteriormente e queria me retratar. No calor do conteúdo da reportagem, é possível que não apenas eu, mas várias pessoas tenham se sentido indignadas com essa senhora. Mas pensando melhor, voltemos no tempo um pouco: quantos de nós, quando crianças, não desaparecemos dos olhos de nossos pais para no divertirmos? Quanto ao fato da culpa da criança, é preciso que se dê suporte psicológico para a criança e para a avó, bem como a mãe.
Já perdi uma filha, por negligência médica, e esses primeiros momentos são de uma busca profunda por responsabilidades, queremos saber, queremos poder dizer pelo que foi ou pelo que não foi. Talvez seja isso que essa senhora esteja passando e o alvo mais simples acaba sendo o próprio neto.
É uma dura realidade, a qual todos nós estamos expostos. O Conselho Tutelar poderia, sim, agir dando direcionamento a essa familia e até quem sabe, em um primeiro momento, retirando a criança para atendimento e suporte. Em seguida, a mãe e a avó deveriam ser atendidas também, para que não crucifiquem o filho que ficou pelo ocorrido com o outro.
Então, uso esse comentário para me retratar, mas para também expor que a dureza de uma tragédia as vezes, pode levar o ser humano a esse ponto. E que, agora me retratando, devemos tentar oferecer a superação e o apoio, porque somente Deus sabe a dor de estar envolvido em algo desse tipo que, sim, pode acontecer a todos.
Em uma fatalidade, que primeiro se busque o bem estar das pessoas, depois, as responsabilidades, se houverem.
 
Sulamita Borges em 03/02/2011 12:16:51
Infelizmente a realidade de hj pras nossas crianças é essa. A responsabilidade por casa, por irmãos menores, muitas vezes até pelas contas da familia. A crueldade de se culpar um menino de 11 anos pelo acidente de seu irmão é terrivel. Como nossas familias perderam os seus valores. Deveria se ter um acompanhamento psicologico para essa criança, pois o que essa avó inrresponsável pode fazer???? Ela é quem deveria estar cuidando de seus netos. Qual são os conselhos que esta mãe dá a seus filhos quando sai de casa para o trabalho??? Claro que avós tbem não deveriam ter essa responsabilidade, mais se lhe foi confiado esse trabalho e ela aceita não deve se culpar um criança qdo acontece uma fatalidade dessa. Com crianças não podemos nem piscar, os nossos olhos e ouvidos tem que estar sempre atentos, sem contar com nossa educação a eles tem que ser extremamente realista. Não existe essa história de "COMIGO NÃO VAI ACONTECER"...todos nós estamos em risco nos dias de hj.
 
Rose Farfan em 03/02/2011 10:22:39
Não é o caso de buscar culpados, provavelmente foi uma fatalidade.
Mas já que Dona Narcisa tanto os procura, a RESPONSABILIDADE por zelar dos menores é dos adultos. Pelo amor de Deus, alguém faça alguma coisa por essa outra criança, senão essa senhora vai empurrar o seu quinhão para cima desse inocente, que nem consegue se defender. Inferno. Em vez de apoiar a criança, toma esse tipo de atitude.
ALGUÉM RECOLHA ESSA CRIANÇA E DÊ A ELA UM LAR DE VERDADE, POR FAVOR? E alguém pegue essa senhora e lhe dê um sacode, a situe, para que caia na real.
Pô!
 
Sulamita Borges em 03/02/2011 10:19:03
Concordo a amiga cristine amaral, é um absurdo culpar uma criança de apenas 11 anos por esta tragédia. onde estavam avó e mãe estas crianças? E de tantas outras q brincam nestas ruas? se sabem q é uma avenida onde seres sem responsabilidades acham q estão em uma pista de corrida, tem a obrigação de proibir e cuidar p q estas crianças arrumem outro lugar + tranquilo p brincarem. Infelismente teve q acontecer este acidente para q os pais possam colocar medo em suas crianças. E Conselho Tutelar apoie esta criança q acha q a culpa é dele. E concientize esta avó q a culpa é dela tambem.
 
magali santana em 03/02/2011 09:43:28
Que maldade colocar a culpa em outra criança....Como uma criança de 11 pode ser responsavel por outra de 6??????
Cade os representantes do conselho tutelar para apoiar esta criança e fazer com que esta avó perceba a crueldade que esta fazendo com o outro neto!!!!
 
cristine amaral em 03/02/2011 07:56:30
Deus estará com ele nessa cirurgia, tudo vai correr bem, pode acreditar...
 
ODAIR ALVES DE OLIVEIRA em 02/02/2011 08:17:29
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