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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

30/06/2011 23:46

Audiência pública discute demarcação e violência contra os índios

Paulo Fernandes

A Câmara de Vereadores de Campo Grande sediará uma audiência pública contra a criminalização e a violência aos Povos Indígenas, no dia 13 de julho, a partir das 9h. No evento também será debatida a demarcação das terras indígenas em Mato Grosso do Sul.

Ontem, o vice-presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, vereador Athayde Nery (PPS), afirmou que existe uma “indiofobia” no Estado e que é preciso “voltar seus olhos ao nosso povo mais sofrido, que é a comunidade indígena”.

O evento é organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Pantanal, com o apoio da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Câmara, Conselho Estadual do Direito do Índio, Conselho Municipal dos Direitos e Defesa dos Povos Indígenas de Campo Grande, Funai (Fundação Nacional do Índio) e Comissão Permanente de Assuntos Indígenas da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil) e de outras entidades representativas dos povos indígenas de Mato Grosso do Sul.

Representantes das comunidades Terena, Kadwéu, Guarani-Kaiowá, Guató e Kinikinaw deverão participar da audiência pública.



Fiquei estarrecido com as declarações da senhora Marly Siqueira Caramalak...Desde quando ser escravizado, exterminado, assassinado, criminalizado, banido, rebaixado ou o quer que seja, faz parte do "destino histórico" de qualquer povo? E, pior, desde quando "desaparecer" por conta desses motivos é natural? Concordo que a "seleção natural", aquela advinda das mudanças na Humanidade e defendida por Darwin, fale em desaparecimento de espécimes etc. Mas comparar massacres, assassinatos, criminalização e banalização de um povo é, no mínimo, preconceito. A luta dos povos indígenas, não só no Mato Grosso do Sul, é justa. Afinal, eles são tão donos desta terra quanto aqueles que aqui chegaram em busca de novos continentes. O que precisamos é parar com a ganância, com o preconceito e a ignorância. Todos temos direito a ter direito.
 
Marco Antonio Rodrigues em 01/07/2011 11:20:20
Um amigo meu, para me atazanar, gostava de me chamar de "cossaca", em referência às origens de minha família. Esse costume se estabeleceu após a leitura do clássico A grande solidão, de Janet Dailey.
Os cossacos, povo da estepe russa, nesse romance, são representados por caçadores que chegam às gélidas terras do Alasca atrás de focas e encontram por lá nativos que, a princípio, escravizam para servir-lhes de mão de obra na caça às focas e, posteriormente, exterminados.
O romance, embora fictício, retrata o confronto entre exploradores e nativos, isso de fato ocorreu, não só no Alasca, mas em todo o mundo civilizado, e milhares de povos simplesmente desapareceram, ou forma absorvidos, miscigenados. Então, por que a grita em torno da situação dos nativos brasileiros, sul-americanos, de maneira geral? É seu destino histórico desaparecer, cedo ou tarde, e não há nada que possamos fazer para evitar, é preciso entender isso de uma vez, para que a história humana possa seguir seu curso natural.
 
marly siqueira caramalack em 01/07/2011 09:13:50
Como estou feliz com esta decisão, já era em tempo de fazerem alguma coisa pelos indios.
Sofro junto com eles, quando leio notícias em que algo ruim acontece com eles.
Não sejam preconceituosos, porque os indios são seres humanos, e são boas pessoas, merecem que retornem a eles o que lhes foi tirado.
Preconceito porque?
Se quando partirmos desta vida,vamos todos comer terra e não levaremos nada do que conseguimos aqui.
Deixem os indios viverem em paz, se não puderem ajuda-los, também não atrapalhem.
VIVA OS INDIOS, OS VERDADEIROS DONOS DO BRASIL.
 
Maria Helena Coutinho em 01/07/2011 07:01:04
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