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Capital

Aumento dos casos é sinal de alerta, concordam prefeito e defensor

Antes de audiência, Marquinhos reafirma que não é momento para fechar tudo e defensor espera acordo por medidas restritivas

Por Anahi Zurutuza e Liniker Ribeiro | 07/08/2020 14:29
Marquinhos no saguão do Fórum, antes do início da audiência de conciliação (Foto: Henrique Kawaminami)
Marquinhos no saguão do Fórum, antes do início da audiência de conciliação (Foto: Henrique Kawaminami)

Antes do início da audiência de conciliação para definir se Campo Grande terá ou não o temido lockdown, o prefeito Marquinhos Trad (PSD) disse que o rápido aumento no número de casos é “sinal de alerta”. Neste ponto, o chefe do Executivo municipal e o defensor público-geral, Fábio Rombi, até concordam.

Mas, para o prefeito, a escalada nas confirmações de casos do novo coronavírus na Capital não “determinante” para decidir sobre o fechamento total das atividades não essenciais. Já o defensor, o espera que pelo menos medidas mais restritivas sejam aplicadas para reduzir a circulação de pessoas e frear o avanço da doença.

“Começamos o plano de proteção no dia 27 de fevereiro, não perdemos o controle em nenhum dia, somos a cidade com menor taxa de letalidade, temos leitos vazios e capacidade para aumentar. Não vejo razão. Medidas mais restritivas foram tomadas no tempo devido”, afirmou Marquinhos no saguão do Fórum de Campo Grande.

O prefeito não deu os números que serão apresentados na reunião. Disse somente que determinaria o lockdown caso a Capital tivesse risco de não conseguir atender aos pacientes da covid-19. “Aumento dos números não é fator determinante, é sinal de alerta, mas não para lockdown. É o número percentual de leitos e falta de condições para se ampliar que determinariam”, explicou.

Mais cedo, Marquinhos já havia dito que as estatísticas mostram que o pico da doença na cidade já passou. “Foi na semana passada e agora estamos na semana de estabilização, que vai até segunda-feira. A partir daí, a tendência é de queda nos números”.

Defensor público-geral, Fábio Rombi, também deu entrevista antes de entrar para a sala de audiência (Foto: Henrique Kawaminami)
Defensor público-geral, Fábio Rombi, também deu entrevista antes de entrar para a sala de audiência (Foto: Henrique Kawaminami)

O defensor Fábio Rombi, autor da ação que pede determinação judicial para o fechamento total na Capital, afirma que ampliar o número de leitos não é suficiente. “Pedimos a paralisação por 14 dias de atividades não essenciais, com possibilidade de prorrogação, caso seja necessário. O município tem se esforçado para ampliar os leitos de UTI, mas a doença tem crescido em uma velocidade maior. Vai chegar um momento que essa conta não vai fechar”.

Detalhes - Também participam da reunião representantes da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), da ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande), CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), Jucems (Junta Comercial de Mato Grosso do Sul), Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul) e MPMS (Ministério de Mato Grosso do Sul).

A audiência de conciliação foi convocada pelo juiz José Henrique Neiva de Carvalho e Silva, da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos. Caberá ao magistrado equilibrar a balança.

Campo Grande fechou a manhã com 12.186 casos positivos para o novo coronavírus, contados desde o início da pandemia, segundo a SES (Secretaria Estadual de Saúde). Já são 170 mortos.

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