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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

21/04/2016 10:47

Automação é próximo desafio do governo no Aquário do Pantanal

Aline dos Santos
Aquário do Pantanal teve obra retomada no começo do mês. (Foto: Fernando Antunes)Aquário do Pantanal teve obra retomada no começo do mês. (Foto: Fernando Antunes)

Retomada no começo de abril, a obra do Aquário do Pantanal ainda não tem estimativa de custo total e a automação do complexo, o maior do tipo dedicado à fauna de água doce, é um dos serviços ainda pendentes. De acordo com o titular da Seinfra (Secretaria de Infraestrutura), Ednei Marcelo Miglioli, não será feita nova licitação para essa etapa.

“A automação é um sistema para poder funcionar, é complexo. Temos que fazer o Aquário automatizado. Não pode ficar fazendo manual. O pessoal da SGI [Superintendência da Gestão de Informação] está dando assessoria e a parte física dessa automação, vamos jogar dentro do contrato da Egelte”, afirma o secretário. O custo da automação ainda será orçado.

Segundo Miglioli, o fato de a obra ter sido dividida em várias empresa foi problemático. “No nosso entendimento, ter vários agentes trabalhando na obra foi um dos maiores problemas que nós tivemos. A ideia é jogar agora tudo que for possível no contrato da Egelte”, diz.

Após impasse na Justiça a paralisia da construção, o Aquário do Pantanal foi retomado em 4 de abril. O governo e a Egelte Engenharia fizeram acordo. A empresa pediu um prazo para fazer o planejamento e as obras físicas devem ser iniciadas na próxima semana. O contrato tem saldo inicial de R$ 6,5 milhões disponível.

Até agora, a construção já custou R$ 200 milhões para os cofres públicos, de um projeto inicial orçado em R$ 84 milhões. A previsão é de concluir o empreendimento, nos altos da avenida Afonso Pena, em Campo Grande, no prazo de 14 meses.

A saga da obra começou em fevereiro de 2011, quando a Egelte venceu licitação para construir o Centro de Pesquisa e de Reabilitação da Ictiofauna Pantaneira, nome oficial do aquário, por R$ 84 milhões.

Porém, em março de 2014 a construção foi repassada em subempreita para a Proteco, empresa que desde o ano passado é investigada pela PF (Polícia Federal) e MPE (Ministério Público Estadual).

Com a divulgação das denúncias, o MPF (Ministério Público Federal) recomendou em 22 de julho de 2015 que a administração estadual suspendesse os contratos com a Proteco.



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