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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

26/08/2014 14:52

Azul diz que está prestando auxílio à família de idoso que morreu no aeroporto

Ludyney Moura

Depois da Infraero (Empresa Brasileira de Insfraestrutura Aeroportutária) negar que qualquer problema no funcionamento do desfibrilador do Aeroporto Internacional de Campo Grande, usado durante o atendimento do passageiro Wilson Dario Assis, que faleceu ontem (25) aos 81 anos quando desembarcava de um voo da Companhia Azul Linhas Aéreas oriundo de Cuiabá (MT), foi a fez da própria Azul reforçar que o idoso recebeu atendimento adequado.

"A Azul Linhas Aéreas Brasileiras informa que o Cliente Wilson Dario dos Santos, vindo de Cuiabá com destino a Campo Grande, passou mal durante o desembarque. O Cliente recebeu atendimento médico na sala de desembarque do aeroporto de Campo Grande, mas infelizmente veio a falecer. A companhia lamenta o ocorrido e está prestando toda a assistência necessária aos familiares”, disse a companhia por meio de nota enviada ao Campo Grande News.

Passageiros ouvidos pela reportagem, informaram que o desfibrilador do Aeroporto estava sem bateria quando levado para o primeiro atendimento a Wilson, o que foi negado pela administradora do local. O socorro de um aparelho apto para a reanimação só veio 45 minutos depois de o idoso passar mal. Uma ambulância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) chegou ao local, mas Wilson já estava morto.

Caso – Wilson estava em um voo da Azul que saiu de Cuiabá e pousou em Campo Grande. Segundo a neta Janaina Santos Romeiro, 27 anos, o avô foi até a cidade do Mato Grosso visitar parentes. Por volta do meio-dia, quando desceu do avião acompanhado por funcionários da Azul, Wilson passou mal e desmaiou ainda na pista.

Funcionários de solo da Azul foram até a sala de embarque perguntando se havia um médico no local. “Eles estavam bem desesperados e como eu sou socorrista me apresentei junto com um médico da aeronáutica. Fomos até a pista e o senhor ainda estava vivo, mas em parada cardíaca”, conta Claudio Galante, empresário de 38 anos que auxiliou no resgate.

O empresário e o médico deram início às massagens cardíacas cerca de 10 minutos depois que Wilson caiu na pista. “Ele chegou a voltar duas vezes e então pedidos apoio da Infraero para buscar um desfibrilador”, conta. Depois de 15 minutos, o aparelho chegou, mas para a surpresa de todos, não funcionou.

Sem o aparelho essencial para reanimar o idoso, o empresário e o médico pediram para que uma ambulância fosse chamada. Depois de 30 minutos, conforme relatos de Claudio, uma viatura do Corpo de Bombeiros chegou, mas não havia equipamentos responsáveis para reanimação.

Depois de 45 minutos após a queda na pista, o idoso continuou recebendo a massagem cardíaca dos passageiros. Só então, depois da insistência do empresário, a tripulação do voo buscou um desfibrilador que estava dentro da aeronave. No entanto, no mesmo momento a viatura do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) chegou.



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