Autópsia confirma morte violenta de homem encontrado em tambor
Ex-cunhado é acusado de homicídio; vítima apresentava amputação de mão e fraturas defensivas
A autópsia do corpo de Néstor Damián Rodríguez, de 33 anos, encontrado em um tambor enterrado na casa de seu ex-cunhado Víctor Manuel Santacruz Torres, 32 idade, confirmou morte violenta com amputação da mão e fraturas defensivas. O caso foi registrado em Pedro Juan Caballero, município fronteiriço a Ponta Porã, a 313 quilômetros de Campo Grande.
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A cabeça da vítima estava envolta em fita transparente, e o restante do corpo, embora em decomposição, estava íntegro. O crime ocorreu entre março e maio, e Víctor permanece detido como principal suspeito.
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O médico legista Pablo Lemir detalhou que Néstor tentou se defender, apresentando fraturas no braço esquerdo e na mão, caracterizando lesões defensivas pré-morte. Ele informou que a amputação da mão ocorreu após um golpe forte e que a causa provável da morte pode ter sido asfixia por obstrução das vias respiratórias.
"A identificação da vítima foi confirmada com base em seis pontos de coincidência antropológica e odontológica, além de características físicas e vestimentas no dia do desaparecimento", disse.
Especialistas em odontologia e antropologia forense participaram da análise do corpo para confirmar a identidade e detalhar as lesões. Segundo Lemir, a decomposição dificultou a determinação precisa do tempo de morte, mas tudo indica que coincide com o período de desaparecimento.
O corpo foi localizado próximo ao portão da residência de Víctor, no bairro Bernardino Caballero, após denúncia de testemunha-chave. Bombeiros precisaram de mais de três horas para retirar o tambor enterrado no quintal, onde a vítima estava em posição fetal. A descoberta ocorreu depois que a irmã de Néstor comunicou o desaparecimento à polícia na segunda-feira (25), meses após a última vez que ele foi visto, em 10 de maio.
A promotora Katia Uemura imputou Víctor por homicídio doloso, apontando o ex-cunhado como principal investigado. A polícia trabalha com a hipótese de que o crime teve relação com conflitos comerciais entre os dois homens.
O delegado Hugo Grance, chefe de Investigação do Departamento de Amambay, afirmou que outras linhas de investigação ainda estão em curso para esclarecer o motivo exato do homicídio.
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