Babá fala de desespero de irmão após morte de menino atropelado por carreta
Criança de 4 anos não quer sair de casa por conta de acidente que aconteceu na noite de terça-feira
A babá da criança de 5 anos que morreu após ser atropelada por uma carreta na noite de terça-feira (12) descreveu o desespero vivido pelo irmão mais novo da vítima e afirmou que o menino brincava com outras crianças na Rua Castorina Rodrigues da Luz, via sem asfalto na região do Jardim das Meninas, próximo ao Bairro Los Angeles, em Campo Grande.
RESUMO
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Uma criança de 5 anos morreu após ser atropelada por uma carreta em Campo Grande (MS). A babá relatou que o menino brincava na rua quando foi atingido durante uma manobra do veículo. O motorista alegou que crianças costumavam correr atrás do caminhão e que não viu o menino. Testemunhas afirmam que ele tentou se segurar na traseira e caiu. O caso foi registrado como homicídio culposo e abandono de incapaz com resultado morte.
Ao Campo Grande News, a cuidadora de 21 anos que pediu para não ter o nome identificado relatou que os dois meninos moravam apenas com o pai, mas ficavam com ela desde que tinham apenas 1 ano. “Ele trabalha igual um condenado para dar tudo a eles”, disse a jovem.
Segundo ela, na noite de terça-feira, os dois meninos brincavam na rua como de costume com outras crianças até que o mais novo entrou em casa correndo e gritando “papai, papai, mataram meu irmão”.
“Agora ele está chorando, não quer sair de tanto medo. O pai cria eles sozinho”, pontuou. Sobre a versão de que o menino havia se pendurado na carreta, a jovem alegou ser mentira, já que ele era muito pequeno e afirma que o erro foi do motorista do caminhão.
“Não tem isso de criança correr atrás de carreta. Ele tinha só cinco anos. Aqui é normal ter crianças brincando. Ele sabia. O erro foi dele, veio fazer manobra mesmo sabendo que estava cheio de criança”, alegou.
De acordo com o relato, o menino estava brincando em um terreno próximo de casa quando foi atingido e arrastado pela carreta durante uma conversão. A tragédia revoltou moradores da região. “Ninguém bateu nele, mas tivemos vontade. Era um menino doce, educado, estudioso, dizia que queria ser bombeiro. O pai está muito abalado, todos estamos muito tristes”, finalizou.
A família realizou uma vaquinha para arrecadar dinheiro para o sepultamento do menino e conseguiram o valor total ainda na manhã desta quarta-feira (13). Com isso, a avó da criança foi até o Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) para liberação do corpo.
Caso
Segundo o registro policial, o motorista realizava a conversão com a carreta em uma via residencial quando acabou atropelando o menino. A criança foi arrastada pelo veículo e morreu ainda no local, antes da chegada do socorro.
O condutor alegou que as crianças da rua costumam correr atrás do veículo para “pegar rabeira” sempre que ele chega no bairro onde mora há mais de 30 anos. ELe ainda afirmou que já havia alertado os moradores sobre os riscos, mas disse que não percebeu a aproximação porque o menino estaria escondido em uma área de mato na esquina.
Testemunhas ouvidas pela polícia afirmaram que várias crianças correram em direção ao caminhão e que o menino teria tentado se segurar na traseira da carreta no momento da manobra. A criança perdeu o equilíbrio, caiu e foi atingida pela roda traseira do veículo.
O motorista permaneceu no local após o acidente, tentou prestar socorro, realizou teste do bafômetro, que deu negativo para álcool, e foi encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos.
À polícia, o pai contou que havia deixado o menino brincando em frente à residência enquanto tomava banho. O caso foi registrado como abandono de incapaz com resultado morte, sinistro de trânsito com vítima fatal provocado pela própria vítima e homicídio culposo na direção de veículo automotor. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do acidente.
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