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Bebê é internada com 13 fraturas nas costelas; pais alegam força em massagem

Menina de 46 dias estaria com cólicas, e o pai afirma que ficou nervoso com o choro; por isso, “exagerou”

Por Ana Paula Chuva | 08/01/2026 07:15
Bebê é internada com 13 fraturas nas costelas; pais alegam força em massagem
Entrada do Pronto Socorro da Santa Casa para onde bebê foi levada (Foto: Ilustrativa | Arquivo | Paulo Francis)

Uma bebê de 46 dias foi internada na Santa Casa de Campo Grande com 13 fraturas nas costelas, levantando suspeita de maus-tratos e omissão de socorro. O caso foi registrado na noite desta terça-feira (6)  e os pais da menina, rapaz de 20 anos e jovem de 21, alegaram excesso de força durante massagem.

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Bebê de 46 dias foi internada na Santa Casa de Campo Grande com múltiplas fraturas nas costelas, gerando suspeita de maus-tratos. Os pais, de 20 e 21 anos, alegam que as lesões ocorreram durante massagem para alívio de cólicas, quando o pai teria aplicado força excessiva. A criança apresentou fraturas do 2º ao 8º arco costal direito e do 2º ao 7º esquerdo, além de derrame pleural. Os pais não buscaram atendimento imediato, alegando falta de recursos. O caso foi registrado na polícia e o Conselho Tutelar foi acionado.

De acordo com o boletim de ocorrência, a criança deu entrada inicialmente em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Leblon e, devido à gravidade do quadro, foi transferida para o hospital. Exames de tomografia apontaram fraturas do 2º ao 8º arco costal do lado direito e do 2º ao 7º do lado esquerdo, além de derrame pleural de pequeno a moderado.

A Polícia Militar foi acionada após a equipe hospitalar identificar indícios de violência incompatíveis com a idade da bebê. Em conversa com os policiais, a mãe relatou que as lesões teriam ocorrido após o pai realizar uma massagem no tórax da criança, com o objetivo de aliviar cólicas. Segundo ela, a força aplicada teria sido excessiva.

Ainda conforme o relato, os pais não buscaram atendimento médico imediato após o ocorrido, alegando que a bebê não apresentava sinais aparentes de dor e que não tinham recursos financeiros para levá-la a uma unidade de saúde. A criança só foi levada para atendimento dias depois, quando a mãe recebeu o salário.

Algum tempo depois, o pai da menina chegou ao hospital e deu a mesma versão da companheira.  Aos militares ele admitiu que pode ter usado força além do necessário, afirmando que estava nervoso devido ao choro da filha. Ele também disse ter tentado acionar o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), mas não apresentou comprovação da chamada.

Diante da situação, os pais foram encaminhados à delegacia para prestar esclarecimentos e foram liberados. A criança permanece internada sob cuidados médicos, acompanhada por um familiar. O Conselho Tutelar foi acionado, mas não compareceu ao hospital até o momento do registro da ocorrência.

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