Bebê socorrido com suspeita de estupro morre após dois dias na Santa Casa
Menino de 1 ano e 8 meses tinha hematomas na cabeça, costas e dilatação anal
Morreu no início da manhã desta quinta-feira (30), o bebê de 1 ano e 8 meses socorrido com hematoma extenso na cabeça e sinais de estupro. O caso aconteceu no Bairro Santa Luzia, em Campo Grande, na terça-feira (28). O padrasto de 23 anos e a mãe de 31 anos foram presos.
RESUMO
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Bebê de 1 ano e 8 meses morreu nesta quinta-feira (30) após ser socorrido com hematoma extenso na cabeça e sinais de estupro em Campo Grande. O padrasto, de 23 anos, e a mãe, de 31, foram presos. O menino estava internado na Santa Casa em estado gravíssimo desde terça (28). O casal foi indiciado por maus-tratos, lesão corporal grave, omissão de socorro e estupro de vulnerável.
O menino estava na Santa Casa de Campo Grande em estado gravíssimo. A avó do bebê chegou a falar com o Campo Grande News na tarde de quarta-feira (29) e relatou que ele seguia intubado e passaria por exames nesta quinta, porém, no início da manhã acabou não resistindo aos ferimentos e morreu.
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A reportagem procurou a avó do bebê novamente nesta manhã, mas até por volta das 7h30 ela ainda não havia sido informada oficialmente. “Me pediram para ir até o hospital porque não dá informações pelo telefone. Ainda não estou sabendo, porém, ontem a tarde disseram que ele poderia falecer de madrugada”, relatou a mulher.
Ela ainda alegou que neste momento não quer dar entrevistas, já que ontem perdeu o pai e está tendo que resolver o traslado do corpo de Terenos até a Capital e agora precisa lidar com a morte do neto.
Caso
A ocorrência começou após o padrasto acionar o atendimento de emergência ao perceber que o bebê havia broncoaspirado o leite que estava tomando na mamadeira. O Samu e a Polícia Militar foram acionados. No local, os socorristas realizaram os primeiros procedimentos na criança.
Após manobras de reanimação, incluindo massagem cardíaca, o bebê foi estabilizado e encaminhado para a Santa Casa.
De acordo com o boletim de ocorrência, durante o atendimento emergencial, o médico do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) identificou lesões severas que indicavam que o bebê vinha sendo agredido continuamente, entre elas um hematoma extenso na região da cabeça que se estendia até a área dos olhos.
Segundo o padrasto, o ferimento teria sido causado durante uma queda no banheiro, no dia 27 de abril, mas o bebê não havia sido levado ao hospital e a família aplicou gelo na região. Além disso, havia marcas de cores diferentes nas costas do bebê, indicando ferimentos antigos.
Ainda nos exames emergenciais, os médicos constataram dilatação anal no menino e hematomas na base do pênis e em ambas as pernas. Em uma coberta que estava na casa, os policiais encontraram vestígios de sangue da criança, assim como na cama do casal.
Com isso, o padrasto e a mãe do menino foram encaminhados à DEPCA (Delegacia Especializada de Atendimento à Criança e ao Adolescente) onde o caso foi registrado como maus-tratos, lesão corporal de natureza grave, omissão de socorro e estupro de vulnerável.
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