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Capital

Cabeleireira ameaça furar cliente após cobrar 4 vezes mais que o preço combinado

Empresa nega o caso, se diz vítima de calúnia e afirma que preços não são repassados antes de avaliação

Por Clayton Neves | 25/01/2022 17:08
Foto do cabelo de Cibely tirada na atrde de hoje. (Foto: Direto das Ruas)
Foto do cabelo de Cibely tirada na atrde de hoje. (Foto: Direto das Ruas)

O que era para ser um dia de princesa entre mãe e filha virou caso de polícia com direito a muita dor de cabeça para a modelo Cibely Matos, de 26 anos, e mãe, de 58 anos. Na delegacia, a jovem contou que foi ameaçada por uma funcionária do Salão Pura Elegância, na Avenida Afonso Pena, depois de a cabeleira cobrar quatro vezes mais que o valor combinado por um serviço. A dona do salão nega e diz ser vítima de calúnia.

Cibely explica que, na última sexta-feira (21), foi abordada por uma funcionária do salão que se apresentou como Roberta e falou sobre uma promoção de mechas. “Ela disse que o da minha mãe ficaria R$ 200 as luzes e o corte e o meu R$ 120 as luzes e que eu ganharia uma reconstrução”, relata.

Diante da oferta irrecusável, a modelo decidiu entrar no salão, que fica em uma galeria no Centro, para dar uma repaginada no visual “Quando o serviço já estava sendo finalizado, ela veio me dizer que eu teria de pagar R$ 1.400”, revela.

Impressionada com o preço bem acima do combinado, a jovem afirma que se negou a pagar e lembrou do combinado quando foi abordada na porta do salão. Nesse momento, segundo ela, começaram as ameaças. “Ela começou a dizer que eu estava tentando colocar preço no trabalho dela e disse que iria me furar se eu não pagasse. Ficamos com medo, porque ela começou a fazer um barraco”, pontua.

Sem dinheiro em mãos e com medo pelas ameaças, a mãe da modelo decidiu por fim a briga e foi até uma agência bancária próxima para sacar dinheiro. “Entregamos R$ 1.000, porque era tudo o que tínhamos. Depois disso, ficamos só com o dinheiro da passagem de volta para casa”, completa.

Cibely afirma que ao sair do salão, ligou para a polícia, mas foi informada que a situação deveria ser levada ao Procon e a ameaça registrada em uma delegacia. “Foi uma situação horrível. Minha mãe ficou chorando e teve de tomar remédio por causa de um ataque de pressão”, relata.

O caso foi registrado como ameaça na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento) do Centro e será investigado pela Polícia Civil.

O Campo Grande News entrou em contato com o Salão Pura Elegância e uma pessoa que se identificou apenas como Maria negou as declarações das clientes. “Não existiu nada disso, não têm provas. Isso é calúnia e estão querendo prejudicar o salão”, disse.

A mulher afirmou ainda que valores não são repassados nas abordagens na rua, antes que o cabelo seja analisado. “Cada cliente paga um preço”, finalizou.

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