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Capital

Cadeirantes denunciam falta de luvas, sondas e outros materiais em postos

Por Paulo Nonato de Souza e Marcus Moura | 24/01/2017 09:38
Cadeirantes protestaram em frente da Sesau; cobram material que alegam não receber desde agosto de 2016 (Foto: Marcus Moura)
Cadeirantes protestaram em frente da Sesau; cobram material que alegam não receber desde agosto de 2016 (Foto: Marcus Moura)

Grupo de aproximadamente 10 cadeirantes ocupou a área de recepção da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande, na manhã desta terça-feira (24). Os manifestantes cobram materiais como sondas uretrais, luvas e coletores de urina, que segundo eles, deixaram de ser entregues pelo Poder Público desde agosto de 2016.

“Esses matérias na farmácia custam em torno de R$ 100 por mês, e como não trabalho, dependo de auxílio doença, para mim fica pesado desembolsar esse dinheiro para comprar o que é garantido pelo estatuto da pessoa com deficiência”, disse Claudemilson Alves da Costa, 35 anos, cadeirante há 4 anos após ser atingido por um projetil de arma de fogo.

O protesto foi organizado por David Marques, 36 anos, deficiente há 18 anos por causa de uma lesão medular. Ele protocolou ofício pedindo uma resposta formal da Secretaria Municipal de Saúde sobre o impasse que vem desde a gestão do ex-prefeito Alcides Bernal.

“Na época do Bernal falavam que não tinha material e que não havia previsão de compra. Agora queremos saber como o atual prefeito Marquinhos Trad vai tratar essa questão”, declarou David Marques.

O ofício, segundo ele, também cobra a atual gestão quanto ao levantamento iniciado na administração anterior para saber a população de deficientes em Campo Grande, e sobre uma promessa de campanha, feita por Marquinhos Trad, de que iria estudar a criação de uma secretaria especial da pessoa com deficiência.

Sobre a participação de apenas 10 cadeirantes no protesto desta manhã, David Marques considerou que isso tem a ver com o movimento de luta das pessoas com deficiência. “São poucos no protesto porque há muita dificuldade de locomoção por causa da falta de acessibilidade em Campo Grande”, ressaltou.

Os cadeirantes foram recebidos pela secretária-adjunta de Saúde, Andressa De Lucca, que prometeu estudar como resolver o problema.

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