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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

10/03/2016 11:36

Câmara Municipal fala em medidas judiciais contra remoção de famílias

Waldemar Gonçalves e Antonio Marques
Falta infraestrutura no brejo para onde moradores foram levados (Foto: Fernando Antunes)Falta infraestrutura no "brejo" para onde moradores foram levados (Foto: Fernando Antunes)

Além de criticarem a forma como a Prefeitura fez a remoção das famílias da favela Cidade de Deus, apenas entregando um ‘kit barraco’ e mudando o problema de lugar, vereadores de Campo Grande também questionam, na sessão desta quinta-feira (10) na Câmara Municipal, em relação à titularidade da área escolhida pela Prefeitura, bem como a possível não aplicação de dinheiro disponível justamente para este tipo de situação.

O vereador Mario Cesar (PMDB) disse haver informações de que o primeiro terreno usado na remoção, no bairro Vespasiano Martins, seria particular. A procuradoria jurídica da casa foi acionada para buscar informações neste sentido e fazer os encaminhamentos necessários, segundo ele.

Já Carlos Augusto Borges (PSB), o Carlão, lembrou que existe o Funaf (Fundo de Urbanização de Áreas Faveladas), com pelo menos R$ 2,5 milhões em caixa, atualmente. O dinheiro é justamente para o trabalho de remoção de famílias e o chamado ‘desfavelamento’.

Os vereadores falam em acionar o prefeito, Alcides Bernal (PP), com medidas judiciais caso sejam verificados no caso da Cidade de Deus, procedimentos irregulares por parte da Prefeitura. “É um absurdo”, resume Mario Cesar sobre a forma como as famílias estão sendo removidas.

Na Cidade de Deus vivem em torno de 400 famílias. Parte já foi removida para área no bairro Vespasiano Martins, mas o terreno alagou com as chuvas de ontem em um local que os moradores chamam de “brejo”.

Fora isso, na remoção, que atende ordem judicial, as famílias apenas ganham um ‘kit barraco’, de lonas e barbantes, com a promessa de que terão futuramente financiamento para comprar os terrenos e material de construção. Algumas pagam pelo frete da mudança e sequer têm ferramentas para reconstruir seus barracos.



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