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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

01/02/2013 14:20

Camelódromo vira foco de debate em audiência sobre segurança

Mariana Lopes
Audiência nesta manhã discutiu segurança em locais de aglomeração. (Foto: Luciano Muta)Audiência nesta manhã discutiu segurança em locais de aglomeração. (Foto: Luciano Muta)

Durante a audiência pública sobre segurança, realizada na manhã de hoje, na Câmara Municipal, o Camelódromo de Campo Grande virou foco de debate por ser considerado um local que oferece muito risco aos clientes e aos próprios comerciantes do local.

O assunto veio ganhou repercussão após o pronunciamento do promotor público Alexandre Raslan, que na ocasião declarou ser chato por cobrar fiscalização e adequação dos estabelecimentos.

“No Camelódromo existem muitos aparelhos eletrônicos, que entram facilmente em combustão e pode provocar um incêndio. Mas o problema não é só as chamas, tem a situação de pânico também, será que o local está adequado para uma situação desta?”, questionou o promotor.

Proponente da audiência, a vereadora Luiza Ribeiro (PPS) pontuou ao final dos pronunciamentos que o Camelódromo precisa realmente ser fiscalizado e conferir as condições do local. “Precisamos de fiscalização e cumprimento das leis. O Ministério Público é chato e a responsabilidade é de todos nós (poder público), temos que correr atrás”, afirma.

Sobre a polêmica, o tenente coronel do Corpo de Bombeiros Joilson de Paula disse que não sabe como está a situação do Camelódromo. “Pode ser que haja o risco, mas se tiver prevenção dentro das normas brasileiras, se tiver alvará, não há motivo para ser interditado”, comenta.

Outro assunto que acalentou a audiência pública foi a questão do efetivo do Corpo de Bombeiros e da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) responsável por fazer a fiscalização nos estabelecimentos, analisar os alvarás e liberá-los.

“Os poderes executivos precisam investir no quadro de funcionários, precisamos também intensificar nossa ação”, disse a vereador Luiza Ribeiro. O promotor Raslan apontou ainda sobre os cuidados que os órgãos públicos precisam ter com a questão da segurança. “A Semadur, por exemplo, recebe uma média de 33 ofícios por dia do Ministério Público, que precisam ser avaliados e não há fiscais”, criticou.

Da audiência pública saiu também a sugestão de criar um fórum permanente ou uma comissão para discutir assuntos sobre a segurança em estabelecimentos públicos e casas noturnas, bem como tratar das solicitações e necessidades dos órgãos públicos.



Com todo respeito as autoridades, que hoje discutem segurança no clamor de uma tragédia, O BRASIL NÃO É UM PAÍS SÉRIO. Existem milhares de leis, algumas que "pegam" e outras que não. Existe um judiciario engessado, que quando puni, puni de forma branda e uma população passiva, que se acomoda quando não não existe tragedia. Se tomarmos ao pé da letra, ruas emburacadas, causam mortes, motoristas irresponsaveis causam mortes, veiculos sem manutenção causam mortes, corrupção causa mortes, assaltos e sequestros causam mortes, enfim, tragedias sempre estão ligadas a falta de responsabilidade de pessoas, e isso, hoje o Brasil não tem remedio para curar.
 
MARCO COSTA em 02/02/2013 09:34:25
Concordo em fiscalizar em prover a segurança de todos, agora nem todos sabem más os comerciantes do Camelodromo não vai gostar nem um pouco disso, porque eles sabem se começar a vir fiscalização no Camelodromo eles correm o risco de tambem ter que começar a pagar impostos sobre mercadoria vendida, isso que a despesa de um Box é de R$ 180,00 mês ( despesas condominio ); dicas de passagem: o Estado deixa de arrecadar muito dinheiro no Camelodromo pois o mesmo acabou com o comércio local, vendendo produtos contrabandeados falsificados e sem qualidade e ou certificado de segurança do Imetro.
Abre o olho Sr. Governador. Fica a dica.
 
Andre Silva em 02/02/2013 07:20:31
Parabéns ao promotor pela sua atuação e quero que o mesmo saiba que quanto mais for considerado chato, melhor está cumprindo sua missão, pois alguns estam acostumados com aqueles que tem o "jeitinho" e não com quem cumpre as leis.
 
paulo neres carvalho em 02/02/2013 06:56:56
Sera´ que vão "pagar pra ver".. se o camelódromo aguenta um incêncio? Qualquer criança sabe q aquilo é um perigo.. corredores estreitos, portões pequenos e muito longe uns dos outros... peço a Deus que nunca aconteça.. mas se acontecer só nos restar lamentar pelas vítimas..
 
Ana Lucia em 01/02/2013 20:28:56
A praça Ary Coelho, com barracas apropriadas seria um excelente local para o camelódro. A reforma cara e inútil do Nelsinho não virou nada (não pra população). O Camelódro seja reformado para o dogueiros da antiga rodoviária, naquele local não ficou bem. E no local do camelódromo seria ótimo, com um calçado bem arejado passando pelo meio, dando continuidade à Orla Morena (seria a Rua 24 H de Campo Grande). Coragem Bernal, corrija as burradas no Nelsinho.
 
luis albuquerque em 01/02/2013 20:13:51
CONCORDO PLENAMENTE COM A FRANCISCA. O CAMELODROMO É UM VERDADEIRO LABIRINTO, ESTREITO, ABAFADO, E COM 90% DOS PRODUTOS INFLAMAVEIS, UM INCÊNDIO EM HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO CERTAMENTE SERIA UMA TRAGÉDIA.
 
GEORGE SERRA em 01/02/2013 15:36:27
Se tiver um incendio no camelodromo... Quero estar longe, aquele lugar vai virar uma fogueira em dois tempos. E não tem nem para onde correr. Os corredores são estreitos, um labirinto...
 
Francisca Mesquita em 01/02/2013 14:39:59
Se as ruas do Camelódromo formassem "quadras" perfeitas, acredito que as chances de pânico fossem menores no caso de um sinistro. Contudo,as vias internas formam um verdadeiro labirinto; os usuários do local, como eu, bem sabem que as vezes temos dificuldade de transitar, em especial nos dias de grande movimento, dificultando a rápida evacuação numa necessidade. Creio que antes de mais nada seria imprescindível a formação de uma turma de controle de pânico, visto existir na 7 com a 14 um quartel de bombeiros, que prontamente podem atender uma ocorrência.
 
Gustavo Ribeiro em 01/02/2013 14:37:23
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