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Saúde e Bem-Estar

Secretaria torna obrigatória notificação de hepatite B e C em Campo Grande

Os dois tipos são responsáveis por 95% das mortes relacionadas à hepatite no mundo, segundo OMS

Por Silvia Frias | 18/05/2026 09:32
Secretaria torna obrigatória notificação de hepatite B e C em Campo Grande
Testagem rápida para hepatite B e C realizada no SUS (Foto/Arquivo)

A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) tornou obrigatória a notificação de casos de hepatite B e hepatite C por unidades públicas e privadas de saúde de Campo Grande, conforme resolução publicada pela pasta para reforçar o controle epidemiológico e a atualização dos sistemas de monitoramento das doenças.

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Campo Grande tornou obrigatória a notificação de casos de hepatite B e C em unidades públicas e privadas de saúde, conforme resolução da Sesau publicada no Diogrande. A medida visa reforçar o controle epidemiológico, exigindo que serviços de saúde registrem os casos nos sistemas do Ministério da Saúde. Em 2024, a capital registrou índices acima da média nacional nas duas doenças, com taxa de 12,4 casos de hepatite C por 100 mil habitantes, ante 9,1 no país.

A medida foi publicada nesta segunda-feira (18) no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande). O texto estabelece regras para hospitais, clínicas, consultórios e demais serviços de saúde que atendem pacientes diagnosticados com hepatites virais.

Segundo a resolução, todos os serviços públicos e privados que realizarem atendimento e acompanhamento de pacientes com hepatite B ou C deverão fazer a notificação compulsória dos casos, seguindo as normas do Ministério da Saúde.

O procedimento também passa a valer para pacientes atendidos na rede particular. Nesses casos, o paciente deverá apresentar uma cópia da ficha de notificação no momento da primeira retirada do medicamento no Cedip (Centro Especializado de Doenças Infecto Parasitárias) ou no Hospital Dia Professora Esterina Corsini, da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).

A resolução determina que a cópia da ficha ficará retida na UDM (Unidade Dispensadora de Medicamentos), responsável por encaminhar o documento posteriormente à Gerência de Vigilância Epidemiológica da Sesau.

O texto também prevê que a ausência da ficha de notificação no primeiro atendimento não poderá impedir o paciente de receber tratamento ou retirar a medicação. Apesar disso, o serviço de saúde responsável deverá ser orientado a regularizar a notificação posteriormente.

De acordo com a Sesau, a medida busca fortalecer e qualificar as informações registradas nos sistemas usados para controle logístico de medicamentos para hepatites virais e no Sinan (Sistema Nacional de Notificação de Agravos).

A resolução ainda reforça que cabe aos serviços de saúde e às unidades dispensadoras alertarem os profissionais sobre a obrigatoriedade da notificação, conforme os fluxos definidos pelo Ministério da Saúde e pela Vigilância Epidemiológica.

As hepatites virais B e C, responsáveis por 95% das mortes relacionadas à hepatite no mundo, causaram 1,34 milhão de óbitos em 2024. Ao mesmo tempo, a transmissão continua, com mais de 4,9 mil novas infecções por dia, ou 1,8 milhão por ano, conforme dados da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Em 2024, Campo Grande apareceu acima da média nacional tanto nos casos de hepatite B quanto nos de hepatite C, segundo o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2025, do Ministério da Saúde.

Na hepatite B, a taxa nacional foi de 5,3 casos por 100 mil habitantes. Campo Grande ficou acima desse índice e aparece entre as capitais com maior taxa de detecção da doença no país.

Já na hepatite C, Campo Grande registrou taxa de 12,4 casos por 100 mil habitantes, enquanto a média nacional foi de 9,1 casos por 100 mil habitantes. A Capital aparece entre as 12 capitais brasileiras com índices superiores à média do país.

Prevenção - As hepatites virais podem ser transmitidas por contato com sangue, relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de objetos cortantes, materiais não esterilizados ou consumo de água e alimentos contaminados, a depender do tipo da doença.

A vacina contra a hepatite B é indicada para pessoas de todas as idades e integra o calendário vacinal infantil do SUS.

Para os bebês, o esquema vacinal preconizado é composto por quatro doses: a primeira deve ser administrada nas primeiras 12 horas de vida, de forma isolada, e as demais aos 2, 4 e 6 meses de idade, por meio da vacina pentavalente, que inclui o componente contra hepatite B. Para a hepatite A, a imunização é recomendada entre 12 meses e 5 anos de idade incompletos, em dose única. Já para a hepatite C, ainda não há vacina disponível.

Durante o pré-natal, a testagem para hepatites virais é fundamental para a prevenção da transmissão vertical.

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