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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

26/04/2011 14:19

Campo Grande é 8ª capital no País com maior índice de hipertensos

Marta Ferreira

Campo Grande é a oitava capital brasileira com maior índice de hipertensos adultos, segundo pesquisa divulgada hoje pelo Ministério da Saúde, como parte das ações do Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial . Conforme os dados, 23,5% da população campo-grandense acima dos 18 anos tem pressão alta.

Entre as mulheres, o índice é maior, chegando a 24,7% em Campo Grande, o 12 º mais alto entre as capitais. Entre os homens com mais de 18 anos, o percentual de hipertensos na cidade, conforme os dados divulgados, é de 22,1%, o sexto maior índice no ranking entre as capitais.

Comparada ao quadro nacional, Campo Grande está acima da média, que está próximo da médica, que é de 23,3% de hipertensos na população de adultos.

O levantamento do Ministério da Saúde, baseado no Vigitel mostra que a proporção de brasileiros diagnosticados com hipertensão arterial aumentou nos últimos cinco anos, passando de 21,6%, em 2006, para os 23,3% de 2010.

O levantamento aponta recuo de 1,1 ponto percentual em relação a 2009, quando a proporção foi de 24,4%.

Os dados são do estudo Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico)

O Vigitel é realizado anualmente, desde 2006, pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Núcleo de Pesquisa em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (NUPENS/USP). Em 2010, foram entrevistados 54.339 adultos, nas 26 capitais e no DF.

Tratamento- Os dados foram divulgados como parte das ações que chamam atenção para a necessidade de prevenção à doença, que pode provocar sérios danos à saúde.

Uma pessoa é considerada hipertensa quando a pressão arterial é igual ou superior a 14 por 9. A doença é causada pelo aumento na contração das paredes das artérias para fazer o sangue circular pelo corpo. Esse movimento acaba sobrecarregando vários órgãos, como coração, rins e cérebro. Se a hipertensão não for tratada, algumas das complicações são: entupimento de artérias, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e infarto.

Acompanhamento Em Campo Grande, conforme dados da Secretaria de Saúde, apesar do percentual de pessoas apontadas como hipertensas, que indica uma população de mais de 140 mil pessoas, apenas 57,6 mil são cadastrados no Programa Municipal de Educação e Controle da Hipertensão.

“Esses dados podem indicar que muitos desses pacientes não estão sendo devidamente acompanhados e alertam para as possíveis complicações, até fatais, decorrentes da evolução da doença”, analisa Suelen Castilho, Gerente Técnica do Programa de Saúde HiperDia da Sesau.

A hipertensão está relacionada a muitos dos casos de morte por doenças do coração. Em Campo Grande, dos 4.366 óbitos registrados em 2010, o infarto agudo do miocárdio foi a principal causa, com 309 casos.

Outros quatro causas de morte estavam relacionadas à disfunções cardiovasculares, tais como doença cardíaca hipertensiva e acidente vascular cerebral.



Esse é um dado muito importante que revela as consequências dos hábitos de consumo do campo-grandense. Gostei muito da preocupação da prefeitura com o trabalho peventivo à doença, que é uma ação que pode reduzir a superlotação de hospitais e postos. Entretanto, além do trabalho do oder público, diariamente a mídia nos bombardeia com índices elevados de óbitos por pressão alta. Está na hora das pessoas realmente se cuidarem!
 
Sidartha Campos em 26/04/2011 05:44:52
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