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Campo Grande tem 175 à espera de vagas em hospitais, 35 no setor de ortopedia

A Santa Casa, que é a referência na área, chegou a ter ameaça de paralisação no atendimento pelo corpo clínico

Por Marta Ferreira | 19/10/2020 18:10
Paciente é atendida no Cenort, da prefeitura de Campo Grande, onde 35 aguardavam vaga em ortopedia nesta tarde. (Foto: Divulgação)
Paciente é atendida no Cenort, da prefeitura de Campo Grande, onde 35 aguardavam vaga em ortopedia nesta tarde. (Foto: Divulgação)

Menos de uma semana depois de acabar o toque de recolher, como forma de evitar o contágio pelo novo coronavírus, Campo Grande tem 175 pessoas aguardando vaga em hospitais nesta segunda-feira (19).

De acordo com o que apurou a reportagem, só o Cenort (Centro Especializado de Ortopedia) mantido pela prefeitura, tinha no meio da tarde, 35 pacientes para a área de ortopedia. Eles estavam no aguardo de transferência para os dois hospitais com atendimento pelo SUS (Sistema Único de Saúde) nesta área.

São eles a Santa Casa de Campo Grande e o Hospital Universitário.

A Santa Casa, que chegou a enfrentar nova ameaça de paralisação dos ortopedistas, por causa do atraso no pagamento dos salários do corpo clínico contratado, afirma que na semana passada foi feita espécie de mutirão, depois de fechar acordo. A previsão é de pagamento do valor devido de setembro ainda este mês. Em setembro, os profissionais haviam feito espécie de operação tartaruga para conseguir pressionar o hospital a pagar.

Hoje, conforme informado, da zero hora até o começo da tarde, 16 pacientes haviam feito cirurgia e mais 22 aguardavam por intervenção. “Nenhum está classificado como urgência”. Não foi informado o número total de vagas no setor.

A assessoria de imprensa diz que o quantitativo reflete “fluxo normal de atendimento, por se tratar de um hospital referência em ortopedia e traumatologia”.

Representantes dos ortopedistas foram procuradores e a informação obtida é que a situação dos pagamentos foi regularizada.

Preocupação - A lotação dos estabelecimentos de saúde, especialmente no setor de trauma, sempre foi apontada como um problema para o cenário de pandemia de covid-19, sob a leitura de que, quanto mais ocupados os hospitais, mais pressionada estaria a rede de atendimento.

O coordenador-geral de Urgência da Secretaria de Saúde Pública, Yama Higa, informou que dos 175 pacientes que esperam por transferência, 135 eram de Campo Grande e 40 do interior.

Entre os que são da Capital, 65 permaneciam em unidades de saúde da prefeitura, entre UPA (Unidades de Pronto Atendimento) e CRS (Centro Regional de Saúde).

Os outros estavam em hospitais, mas com pedido de transferência para outros estabelecimentos.

Para Higa, ainda é cedo para dizer que a espera é reflexo do fim do horário limite para ficar na rua, mas essa é uma situação que está sendo observada.

De acordo com ele, quando começaram as medidas restritivas na cidade, o número de pacientes à espera de vagas chegou a ser menor que 10.

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