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Capital

Campo Grande tem primeiro embarque de ovinos da agricultura familiar

Operação reuniu 12 animais, de três produtores, destinados ao frigorífico Flor da Serra

Por Fernanda Palheta | 21/04/2026 08:19
Campo Grande tem primeiro embarque de ovinos da agricultura familiar
Animais dentro do caminhão para transporte ao frigorífico (Foto: Divulgação)

Após a criação de uma PDOA (Propriedade de Descanso de Ovinos para Abate) no Assentamento Estrela, Campo Grande registrou o primeiro embarque de ovinos da agricultura familiar no início deste mês. A operação reuniu 12 animais, de três produtores, que foram destinados ao frigorífico Flor da Serra.

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Campo Grande registrou seu primeiro embarque de ovinos da agricultura familiar após a criação de uma Propriedade de Descanso de Ovinos para Abate no Assentamento Estrela. A operação reuniu 12 animais de três produtores destinados ao frigorífico Flor da Serra. Com 50 produtores cadastrados, o modelo permite que pequenos criadores, que possuem entre 10 e 30 animais, atendam às exigências do mercado, reunindo rebanhos para formar cargas de abate entre 100 e 200 ovinos.

Ao todo, 50 produtores já estão cadastrados para integrar o modelo, que funciona como um ponto de apoio para os criadores, onde os animais permanecem por um curto período antes do abate.

A propriedade permite o embarque sanitário de pequenos rebanhos que, individualmente, não conseguem atender às exigências do mercado. Segundo informações da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), a maioria dos pequenos produtores do Estado tem entre 10 e 30 animais. Para fechar uma carga de abate, seria preciso reunir entre 100 e 200 ovinos.

No Assentamento Estrela, a estrutura foi planejada com curral de manejo, baias de descanso (com pelo menos 180 m² cada), piquetes com telas apropriadas para ovinos, área de sequestro e cobertura que respeita os critérios de bem-estar animal.

Para o secretário municipal da Semades (Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável), Ademar Silva Junior, o avanço representa mais do que a estruturação da cadeia produtiva, conectando produção e oportunidade no campo.

“Estamos falando de trabalho, de geração de renda e de alimento chegando à mesa das pessoas. Esse modelo mostra que, com organização e parceria, conseguimos dar condições para que o produtor cresça, produza mais e tenha mais qualidade de vida”, disse.

A expectativa da Prefeitura de Campo Grande é ampliar a participação de produtores e consolidar o modelo como uma alternativa eficiente para o desenvolvimento da ovinocultura na Capital.

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